terça-feira, 4 de outubro de 2011

Projeto SABIA - Sistemas Agroflorestais Biodiversos para Inclusão de Agricultores


É com satisfação que divulgamos o resultado da Fundação Banco do Brasil certificando nosso Projeto SABIA (Sistemas Agroflorestais Biodiversos para Inclusão de Agricultores) como Tecnologia Social. O SABIA foi inspirado no projeto Biodiversidade e Transição Agroecológica de Agricultores Familiares, iniciado em 2008 coordenado pela Emater-DF, financiado pelo CNPq e com exitosa parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (CENARGEN) e Embrapa Hortaliças. Os resultados do projeto Biodiversidade, somados à outras experiências que desenvolvemos com as UL, nos levaram a imaginar um sistema produtivo com uma base comum, ams configurável caso a caso numa filosofia construtivista, com maiores perspectivas de sustentabilidade, autonomia e com possibilidades de (re)inclusão para agricultores familiares em dificuldades socioeconômicas, que é justamente o SABIA.
 
 Em 2011 e 2012 teremos oportunidade de implementar o SABIA com recursos de várias fontes: GDF, SEAPA, CNPq/CENARGEN. A partir dos cursos de Agroecologia para os técnicos e o que está em andamento para os agricultores, poderemos priorizar o público beneficiário. Além desses, poderemos pensar este projeto para outros agricultores e assentamentos. Há muito para se caminhar e aperfeiçoar com esta idéia, mas acho que o caminho está aberto com inspiração e muita transpiração.
 
O projeto SABIA foi elaborado pela equipe de Agroecologia da GEAMB, Roberto Carneiro, Eusângela Costa e Luiz Carlos Ló, incentivados pelo ex-presidente da Emater, Reinaldo P. Lopes e pelo atual presidente José Guilherme T. Leal.
 
Abraço a todos,
 
Roberto G. Carneiro
Coordenador de Agroecologia
EMATER-DF

O que é o SABIA?

O projeto SABIA  (Sistemas Agroflorestais Biodiversos para Inclusão de Agricultores) tem como objetivo prover agricultores familiares de condições mínimas de iniciar a produção de alimentos em sistemas agroecológicos visando à subsistência e comercialização de excedentes no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), bem como outros canais de comercialização de venda direta aos consumidores. Os módulos de produção serão caracterizados pela elevada biodiversidade produtiva e funcional visando à sustentabilidade dos sistemas. Os alimentos serão produzidos de forma a aproveitar racionalmente os espaços, a irrigação, os serviços, bem como mecanismos ecológicos de cooperação, associação e integração entre animais, vegetais e agroflorestas. Assim, poderão ser produzidos em pequenas glebas os cereais, as hortaliças, frutas, plantas medicinais, raízes alimentíceas, madeira, ovos, frango, leite e outros alimentos de interesse dos agricultores. Os módulos terão tamanho variável entre 1,0 a 1,5 hectares, com desenhos variáveis, que sempre conterão sistemas agroflorestais compondo quebra-ventos, módulos de produção, corredores ecológicos e aléias com hortas, plantas medicinais, cereais e criação de animais. A escolha das espécies alimentares e para comercialização será de acordo com a aptidão edáfica, hídrica e cultural de cada família. Os sistemas agroflorestais poderão ser implantados em modelos mais simples, contendo entre 3 e 10 espécies vegetais ou mais complexos contendo entre 10 e 50 espécies.

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