Resumo da dissertação
O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes disponibilidades de sombra na resposta fisiológica e comportamental de bovinos em pastagens, assim como a distribuição espacial desses animais e de suas fezes nas pastagens. Quatro grupos de três vacas em lactação, mestiças (83% taurino x 17% zebuíno), passaram pelos tratamentos sem sombra – “sol”, sombra única artificial (1,3m2/vaca) – “única”, sombra em bosque (174 m2 de sombra) – “bosque”, e sombra de árvores dispersas (240 árvores/ha) – “dispersa”, num quadrado-latino (4x4), com períodos de três dias. Os piquetes foram subdivididos virtualmente em 24 quadrantes, para a análise da distribuição espacial das vacas e das fezes. O comportamento das vacas foi observado instantaneamente a cada 10 minutos, entre as ordenhas. A contagem dos bolos fecais era feita no dia seguinte a desocupação do piquete. As variáveis pastando, ruminando, na sombra, deitada, outros comportamentos, produção de leite, consumo de água, temperatura retal e freqüência respiratória foram analisadas pela variância, com as diferenças estatísticas obtidas pelo teste de Duncan. A distribuição espacial das vacas e das fezes, foi analisada pelo teste do qui-quadrado (tabelas de contingência). O tempo pastando foi maior no “bosque” e “dispersa”, do que em “sol” e “única” (P<0,03). O tempo ruminando foi menor no “sol” do que nos demais tratamentos (P<0,01). O tempo em outros comportamentos foi maior no “sol”, intermediário no “única” e menor em “dispersa” e “bosque” (P<0,01). O tempo de uso da sombra foi maior no “bosque” e “dispersa”, intermediário no “única” e menor no “sol” (P<0,01). O menor tempo deitada foi observado no tratamento “sol” (P<0,01). Na produção de leite não houve diferença entre os tratamentos (P=0,30). O consumo diário médio de água foi maior no “bosque” e “dispersa”, intermediário no “única” e menor no “sol” (P<0,01). As diferenças das temperaturas retais vespertinas e matutinas foram maiores (P<0,01) no “sol” e “única” do que no “bosque” e “dispersa” e na freqüência respiratória essas diferenças foram maiores (P<0,01) no “sol”, intermediária no “única”, e menores no “bosque” e “dispersa”. As freqüências observadas na distribuição espacial das vacas e das fezes foram diferentes das esperadas (p<0,01) e heterogêneas para todos os tratamentos, exceto na dispersão das fezes no “dispersa”, que foi homogênea. Conclui-se que a presença de sombra abundante na pastagem (em bosque ou dispersa) evita o estresse calórico, indicando melhor bem-estar de vacas leiteiras criadas a pasto no centro-oeste do Brasil. A sombra dispersa também proporcionou homogeneidade na distribuição das fezes. A sombra única foi insuficiente para o efetivo bem-estar dos animais, indicado pelas variáveis fisiológicas e comportamentais avaliadas nesse estudo.
link para o texto completo:
http://www.emater.df.gov.br/sites/200/229/00002293.pdf
ou
http://www.tede.ufsc.br/teses/PAGR0239-D.pdf
"A vida não se apossa do globo pelo combate, mas sim, pela formação de redes." (Margulis & Sagan)
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Queijo Minas - História.
O queijo é um dos alimentos processados com registros mais antigos na história da humanidade. Sua fabricação remonta ao ano 10.000 a.C., época da domesticação de cabras e ovelhas pelos pastores egípcios, um dos primeiros povos que utilizaram o leite e o queijo como fontes importantes de alimentação.
A receita do produto teria surgido a partir da observação do processo natural de coagulação do leite em que a massa foi separada do soro e moldada, com o que se obteve um alimento simples e nutritivo. Séculos depois, com a domesticação do gado bovino, o processo evoluiu e se transformou no queijo de leite de vaca.
Na Antigüidade Grécia e Roma testemunharam o processo produtivo do queijo. Mas foi especialmente em Roma que se pode colher elementos que ajudaram a explicar a origem da fabricação do queijo que ainda persiste nos dias atuais, justificando-se o emprego da palavra queijo, CASEUS, do latim.
Segundo registro de Columella, em tratado sobre a lavoura, escrito em 60 - 65 d.C., a produção do queijo fresco em Roma era feita a partir da coagulação obtida pela adição do "coagulum", coalho extraído do quarto estômago de um cordeiro ou cabrito. O leite coagulado era espremido para a retirada do soro e depois salpicado com sal e deixado endurecer ao sol. Atribui-se, então, a Roma a consolidação da fabricação do queijo segundo normas de qualidade e técnica de produção, o que garantiu ao produto o status de alimento nobre, conhecido em todo Império Romano. Após a queda do Império Romano, com as invasões que devastaram todo o continente, milenares receitas e técnicas de fabricação do queijo foram esquecidas. Apenas em longínquos mosteiros ficaram preservados alguns dos métodos mais antigos de produção. Nesse particular, observa-se a força da Igreja na Idade Média, com influência na economia da Europa Ocidental.
No Brasil, a técnica de produção do queijo foi introduzida pelos colonizadores portugueses, logo nos primeiros anos da Colônia. O leite proveniente do gado bovino trazido para cá, também nesta época, além de alimento foi utilizado para a fabricação do queijo tipicamente artesanal, a partir da receita portuguesa da Serra da Estrela.
Na segunda metade do século XVIII, os exploradores de ouro partiram para as regiões das minas no Brasil Central, levando a prática da elaboração artesanal do queijo para as fazendas, desenvolvendo, sobretudo, o chamado Queijo Minas.
O Queijo Minas desenvolveu-se, então, baseado na técnica portuguesa da Serra da Estrela, com a variação no que diz respeito ao coagulante. O queijo da Serra da Estrela era fabricado com a aplicação de extrato de flores e brotos de cardo (planta de flores amarelas, folhas acinzentadas com espinhos e caule ereto revestido de pelos) e o Minas era preparado mediante aplicação de coagulante desenvolvido a partir do estômago seco e salgado de bezerro ou cabrito.
Na região do Serro, o queijo chegou pela trilha do ouro, na bagagem do explorador do minério. Mas só no momento após a decadência da mineração e depois do ciclo rural mais promissor, o da cana-de-açúcar, é que o queijo se estruturou como elemento de alavancagem da economia. A fama desse queijo permanecia latente entre os habitantes deste município e os das cidades vizinhas, principalmente Diamantina, para onde era exportado em lombo de burro e acondicionado às dúzias em jacás de taquara ou em bruacas de couro cru, conduzido pelos tropeiros.
Somente na década de 30 é que a fama do Queijo do Serro se consolidou com a abertura da estrada de rodagem Serro-Belo Horizonte, via Conceição do Mato Dentro, quando se formaram timidamente as empresas exportadoras do famoso produto.
Posteriormente avançou pelo Sertão (cerrado mineiro) e chegou as Serras da Canastra e do Salitre. Hoje o Queijo Minas è tombado pelo patrimônio histórico e reconhecido pela legislação sanitária (o único queijo brasileiro que pode ser fabricado sem pasteurização), pela qual foi tolerado¹ durantes décadas, devido a sua importância social e econômica.
A fabricação do queijo teve como inspirações: aumentar a conservação do leite para obtenção de um produto mais durável de paladar típico, saboroso e atrativo, no qual se concentram os principais componentes nutritivos da matéria-prima e o aproveitamento do leite produzido nas fazendas com um produto de volume reduzido, com maior rentabilidade em relação ao in natura, em determinadas épocas do ano.
O Queijo Minas está intimamente ligado à cultura mineira, além do seu consumo solteiro ou acompanhado de um café amigo feito na hora ou da também tradicional Cachaça de Minas, participa de várias receitas da culinária mineira, tais como: Pão-de-Queijo, Romeu & Julieta ou Cargueirinho (servido com goiabada ou bananada), Pamonha de milho, etc.
1. A Legislação Sanitária no Brasil feita para atender as necessidades das Exportações, principalmente no período pós 2ª guerra mundial, exige para a fabricação do queijo a pasteurização do Leite. Incompatível com a tecnologia de produção do Queijo Minas. Atualmente, em Minas Gerais, existe uma legislação especícica para a fabricação do "queijo minas".
A receita do produto teria surgido a partir da observação do processo natural de coagulação do leite em que a massa foi separada do soro e moldada, com o que se obteve um alimento simples e nutritivo. Séculos depois, com a domesticação do gado bovino, o processo evoluiu e se transformou no queijo de leite de vaca.
Na Antigüidade Grécia e Roma testemunharam o processo produtivo do queijo. Mas foi especialmente em Roma que se pode colher elementos que ajudaram a explicar a origem da fabricação do queijo que ainda persiste nos dias atuais, justificando-se o emprego da palavra queijo, CASEUS, do latim.
Segundo registro de Columella, em tratado sobre a lavoura, escrito em 60 - 65 d.C., a produção do queijo fresco em Roma era feita a partir da coagulação obtida pela adição do "coagulum", coalho extraído do quarto estômago de um cordeiro ou cabrito. O leite coagulado era espremido para a retirada do soro e depois salpicado com sal e deixado endurecer ao sol. Atribui-se, então, a Roma a consolidação da fabricação do queijo segundo normas de qualidade e técnica de produção, o que garantiu ao produto o status de alimento nobre, conhecido em todo Império Romano. Após a queda do Império Romano, com as invasões que devastaram todo o continente, milenares receitas e técnicas de fabricação do queijo foram esquecidas. Apenas em longínquos mosteiros ficaram preservados alguns dos métodos mais antigos de produção. Nesse particular, observa-se a força da Igreja na Idade Média, com influência na economia da Europa Ocidental.
No Brasil, a técnica de produção do queijo foi introduzida pelos colonizadores portugueses, logo nos primeiros anos da Colônia. O leite proveniente do gado bovino trazido para cá, também nesta época, além de alimento foi utilizado para a fabricação do queijo tipicamente artesanal, a partir da receita portuguesa da Serra da Estrela.
Na segunda metade do século XVIII, os exploradores de ouro partiram para as regiões das minas no Brasil Central, levando a prática da elaboração artesanal do queijo para as fazendas, desenvolvendo, sobretudo, o chamado Queijo Minas.
O Queijo Minas desenvolveu-se, então, baseado na técnica portuguesa da Serra da Estrela, com a variação no que diz respeito ao coagulante. O queijo da Serra da Estrela era fabricado com a aplicação de extrato de flores e brotos de cardo (planta de flores amarelas, folhas acinzentadas com espinhos e caule ereto revestido de pelos) e o Minas era preparado mediante aplicação de coagulante desenvolvido a partir do estômago seco e salgado de bezerro ou cabrito.
Na região do Serro, o queijo chegou pela trilha do ouro, na bagagem do explorador do minério. Mas só no momento após a decadência da mineração e depois do ciclo rural mais promissor, o da cana-de-açúcar, é que o queijo se estruturou como elemento de alavancagem da economia. A fama desse queijo permanecia latente entre os habitantes deste município e os das cidades vizinhas, principalmente Diamantina, para onde era exportado em lombo de burro e acondicionado às dúzias em jacás de taquara ou em bruacas de couro cru, conduzido pelos tropeiros.
Somente na década de 30 é que a fama do Queijo do Serro se consolidou com a abertura da estrada de rodagem Serro-Belo Horizonte, via Conceição do Mato Dentro, quando se formaram timidamente as empresas exportadoras do famoso produto.
Posteriormente avançou pelo Sertão (cerrado mineiro) e chegou as Serras da Canastra e do Salitre. Hoje o Queijo Minas è tombado pelo patrimônio histórico e reconhecido pela legislação sanitária (o único queijo brasileiro que pode ser fabricado sem pasteurização), pela qual foi tolerado¹ durantes décadas, devido a sua importância social e econômica.
A fabricação do queijo teve como inspirações: aumentar a conservação do leite para obtenção de um produto mais durável de paladar típico, saboroso e atrativo, no qual se concentram os principais componentes nutritivos da matéria-prima e o aproveitamento do leite produzido nas fazendas com um produto de volume reduzido, com maior rentabilidade em relação ao in natura, em determinadas épocas do ano.
O Queijo Minas está intimamente ligado à cultura mineira, além do seu consumo solteiro ou acompanhado de um café amigo feito na hora ou da também tradicional Cachaça de Minas, participa de várias receitas da culinária mineira, tais como: Pão-de-Queijo, Romeu & Julieta ou Cargueirinho (servido com goiabada ou bananada), Pamonha de milho, etc.
1. A Legislação Sanitária no Brasil feita para atender as necessidades das Exportações, principalmente no período pós 2ª guerra mundial, exige para a fabricação do queijo a pasteurização do Leite. Incompatível com a tecnologia de produção do Queijo Minas. Atualmente, em Minas Gerais, existe uma legislação especícica para a fabricação do "queijo minas".
Evolucão e comportamento animal
Charles Darwin abriu nossa mente para entendermos o mecanismo pelo qual as populações evoluem. Essencialmente, a seleção natural se refere a taxas de reprodução e mortalidade: organismos melhor adequados a um ambiente sobrevivem e produzem descendentes igualmente bem adaptados. Após muitos ciclos reprodutivos, as características dos mais adaptados passam a predominar na população. Esse mecanismo, que ao longo do tempo provoca mudanças nos seres vivos, pode ser decomposto em cinco passos básicos: Variação, Herança, Seleção, Tempo e Adaptação.
Variação e Herança – Indivíduos de qualquer espécie raramente são exatamente iguais, interna ou externamente. Podem variar em tamanho, cor ou resistência às doenças, entre outras características. Freqüentemente essa variação é resultado de mutações aleatórias ou “erros de cópia”, do DNA, que ocorrem quando células se dividem durante o desenvolvimento de novos organismos. Ao se reproduzir, os organismos transmitem à sua prole o seu DNA, conjunto de instruções codificadas em células vivas. E como muitas características são codificadas no DNA, geralmente a prole herda a informação genética destas variações observadas em seus pais.
Seleção – Os recursos da natureza são limitados, nascem mais organismos do que podem sobreviver e alguns terão maior sucesso para achar comida, acasalar ou evitar predadores. Ou seja: melhor condição de sobreviver e se reproduzir.
Tempo e Adaptação – De geração em geração, características vantajosas ajudam alguns indivíduos a sobreviver e a se reproduzir. Passadas para um número cada vez maior de descendentes, após algumas milhares de gerações (dependendo das circunstâncias), estas características se tornam comuns, e o resultado é uma população mais bem adaptada ao ambiente.
O estudo do comportamento animal, através de respostas ás questões de “como” o comportamento influencia ou é influenciado pela evolução, têm-se as conclusões das causas diretas do comportamento. Já as questões do “porque” estes comportamentos ocorrem têm-se as conclusões fundamentais da causa. As questões de “como”, perguntam como um indivíduo faz para controlar uma atividade; elas (as questões) perguntam como os mecanismos dentro do animal operam, permitindo a criatura se comportar de certa maneira. As questões do “porque” perguntam por que o animal evoluiu os mecanismos que causam a performance de uma atividade. Os dois tipos de questões são complementares, e não antagônicas, por que elas lidam com diferentes e fundamentais níveis de análise.
As Questões de “como”, trata das reações a estímulos e trabalha com questões sobre: Qual é a relação causal entre os genes do animal e seu comportamento? Será que esta característica é até certo ponto herdada dos parentes? Como o desenvolvimento do animal a partir de uma simples célula a um adulto multicelular tem afetado seu comportamento? Qual estímulo desencadeia a resposta e como estes estímulos são detectados? Como os sistemas muscular e nervoso estão integrados para permitir a reação ao estímulo? A Resposta as essas questões leva a explicação das causas diretas, lidando com os efeitos de hereditariedade e desenvolvimento da construção dos mecanismos subliminares e também “como” os mecanismos totalmente desenvolvidos atualmente trabalham para causar a reação.
As Questões de “porque”, trata das causas fundamentais e se baseia em: Como o comportamento ajuda o indivíduo a superar obstáculos para sobreviver e reproduzir? Como o comportamento evoluiu? Como o comportamento mudou através do tempo? Qual foi o passo original no processo histórico que levou a existência do comportamento atual? Essas são todas questões sobre as razões evolutivas, ou de conseqüência fundamental, do porque um animal faz algo. Se o resultado do comportamento tem sido de salvar as vidas no passado, então o processo evolutivo é parcialmente responsável pelo comportamento dos indivíduos hoje. Os genes que existem contemporaneamente são apenas uma pequena parte dos genes que já existiram. Aquele que conseguiram administrar o meio e persistir até o presente são genes que de alguma forma contribuíram para sua própria sobrevivência. Se um gene influenciou a aparência ou o comportamento de forma que a ajudou na sobrevida do animal, estes genes teriam uma melhor chance de serem passados para os descendentes.
Alguns etologistas assumem que a seleção natural produziria animais que sacrificavam seu sucesso reprodutivo para o benefício geral de sua espécie. Esse jeito de pensar é baseado na teoria de seleção de grupo. A maioria dos biólogos hoje rejeita esta teoria do “para o bem da espécie” que propõe que quase todos os aspectos do comportamento animal ajudariam as espécies a manterem baixas suas populações para evitar a destruição da base alimentar na qual depende sua sobrevivência e que apenas aquelas espécies que possuíam mecanismos de regulação populacional teriam sobrevivido ao presente; outros desprovidos destes mecanismos teriam certamente tornado-se extintos através da super-exploração de recursos críticos dos quais sua sobrevivência dependia.
A utilização da teoria Darwinista (seleção individual) desenvolve diferentes tipos de hipóteses finais do que aqueles que se baseiam em teorias da evolução de seleção de grupos. A mesma relação entre teoria e desenvolvimento de hipóteses existe em estudos dos fundamentos do comportamento. A teoria que o desenvolvimento de organismos ocorre por causa de uma interação de herança genética do indivíduo e seu ambiente tem tido grande influência no debate sobre as causas do comportamento instintivo e do comportamento aprendido.
Existem duas diferentes teorias sobre as forças de seleção que podem influenciar a evolução das espécies. Charles Darwin propôs que a mudança evolutiva ocorrerá pela seleção natural atuando no nível dos indivíduos se os indivíduos geneticamente diferentes tiverem números diferentes de proles sobreviventes. Wynne-Edwards propôs que a mudança evolutiva ocorrerá pela seleção de grupos se grupos geneticamente diferentes ou espécies diferirem significativo ao longo de suas mudanças de sobrevivência por causa das diferenças genéticas entre eles. Atualmente, a ciência é capaz de estudar a evolução de maneira que Charles Darwin nunca pode fazer. Novas tecnologias e ferramentas, como análises de DNA e métodos acurados de datação de fósseis, comprovam a teoria deste grande Naturalista. Mas também mostram que a evolução ocorre em taxas variáveis.
Às vezes, novas espécies ou variedades surgem em questão de anos, até mesmo dias. Outras se mantém estáveis por longos períodos, com pouca ou nenhuma mudança. Sabe-se que as características de organismos que se reproduzem em poucas horas, bactérias, podem potencialmente evoluir muito mais depressa do que organismos cujas gerações são medidas em meses ou anos. Por isso a sempre novas vacinas para a gripe: para combater variedades novas recém evoluídas de vírus. Além disto, se a evolução pode levar séculos na natureza, a ação do homem pode acelerar o processo, criando organismos com características específicas, numa evolução pela seleção artificial.
Variação e Herança – Indivíduos de qualquer espécie raramente são exatamente iguais, interna ou externamente. Podem variar em tamanho, cor ou resistência às doenças, entre outras características. Freqüentemente essa variação é resultado de mutações aleatórias ou “erros de cópia”, do DNA, que ocorrem quando células se dividem durante o desenvolvimento de novos organismos. Ao se reproduzir, os organismos transmitem à sua prole o seu DNA, conjunto de instruções codificadas em células vivas. E como muitas características são codificadas no DNA, geralmente a prole herda a informação genética destas variações observadas em seus pais.
Seleção – Os recursos da natureza são limitados, nascem mais organismos do que podem sobreviver e alguns terão maior sucesso para achar comida, acasalar ou evitar predadores. Ou seja: melhor condição de sobreviver e se reproduzir.
Tempo e Adaptação – De geração em geração, características vantajosas ajudam alguns indivíduos a sobreviver e a se reproduzir. Passadas para um número cada vez maior de descendentes, após algumas milhares de gerações (dependendo das circunstâncias), estas características se tornam comuns, e o resultado é uma população mais bem adaptada ao ambiente.
O estudo do comportamento animal, através de respostas ás questões de “como” o comportamento influencia ou é influenciado pela evolução, têm-se as conclusões das causas diretas do comportamento. Já as questões do “porque” estes comportamentos ocorrem têm-se as conclusões fundamentais da causa. As questões de “como”, perguntam como um indivíduo faz para controlar uma atividade; elas (as questões) perguntam como os mecanismos dentro do animal operam, permitindo a criatura se comportar de certa maneira. As questões do “porque” perguntam por que o animal evoluiu os mecanismos que causam a performance de uma atividade. Os dois tipos de questões são complementares, e não antagônicas, por que elas lidam com diferentes e fundamentais níveis de análise.
As Questões de “como”, trata das reações a estímulos e trabalha com questões sobre: Qual é a relação causal entre os genes do animal e seu comportamento? Será que esta característica é até certo ponto herdada dos parentes? Como o desenvolvimento do animal a partir de uma simples célula a um adulto multicelular tem afetado seu comportamento? Qual estímulo desencadeia a resposta e como estes estímulos são detectados? Como os sistemas muscular e nervoso estão integrados para permitir a reação ao estímulo? A Resposta as essas questões leva a explicação das causas diretas, lidando com os efeitos de hereditariedade e desenvolvimento da construção dos mecanismos subliminares e também “como” os mecanismos totalmente desenvolvidos atualmente trabalham para causar a reação.
As Questões de “porque”, trata das causas fundamentais e se baseia em: Como o comportamento ajuda o indivíduo a superar obstáculos para sobreviver e reproduzir? Como o comportamento evoluiu? Como o comportamento mudou através do tempo? Qual foi o passo original no processo histórico que levou a existência do comportamento atual? Essas são todas questões sobre as razões evolutivas, ou de conseqüência fundamental, do porque um animal faz algo. Se o resultado do comportamento tem sido de salvar as vidas no passado, então o processo evolutivo é parcialmente responsável pelo comportamento dos indivíduos hoje. Os genes que existem contemporaneamente são apenas uma pequena parte dos genes que já existiram. Aquele que conseguiram administrar o meio e persistir até o presente são genes que de alguma forma contribuíram para sua própria sobrevivência. Se um gene influenciou a aparência ou o comportamento de forma que a ajudou na sobrevida do animal, estes genes teriam uma melhor chance de serem passados para os descendentes.
Alguns etologistas assumem que a seleção natural produziria animais que sacrificavam seu sucesso reprodutivo para o benefício geral de sua espécie. Esse jeito de pensar é baseado na teoria de seleção de grupo. A maioria dos biólogos hoje rejeita esta teoria do “para o bem da espécie” que propõe que quase todos os aspectos do comportamento animal ajudariam as espécies a manterem baixas suas populações para evitar a destruição da base alimentar na qual depende sua sobrevivência e que apenas aquelas espécies que possuíam mecanismos de regulação populacional teriam sobrevivido ao presente; outros desprovidos destes mecanismos teriam certamente tornado-se extintos através da super-exploração de recursos críticos dos quais sua sobrevivência dependia.
A utilização da teoria Darwinista (seleção individual) desenvolve diferentes tipos de hipóteses finais do que aqueles que se baseiam em teorias da evolução de seleção de grupos. A mesma relação entre teoria e desenvolvimento de hipóteses existe em estudos dos fundamentos do comportamento. A teoria que o desenvolvimento de organismos ocorre por causa de uma interação de herança genética do indivíduo e seu ambiente tem tido grande influência no debate sobre as causas do comportamento instintivo e do comportamento aprendido.
Existem duas diferentes teorias sobre as forças de seleção que podem influenciar a evolução das espécies. Charles Darwin propôs que a mudança evolutiva ocorrerá pela seleção natural atuando no nível dos indivíduos se os indivíduos geneticamente diferentes tiverem números diferentes de proles sobreviventes. Wynne-Edwards propôs que a mudança evolutiva ocorrerá pela seleção de grupos se grupos geneticamente diferentes ou espécies diferirem significativo ao longo de suas mudanças de sobrevivência por causa das diferenças genéticas entre eles. Atualmente, a ciência é capaz de estudar a evolução de maneira que Charles Darwin nunca pode fazer. Novas tecnologias e ferramentas, como análises de DNA e métodos acurados de datação de fósseis, comprovam a teoria deste grande Naturalista. Mas também mostram que a evolução ocorre em taxas variáveis.
Às vezes, novas espécies ou variedades surgem em questão de anos, até mesmo dias. Outras se mantém estáveis por longos períodos, com pouca ou nenhuma mudança. Sabe-se que as características de organismos que se reproduzem em poucas horas, bactérias, podem potencialmente evoluir muito mais depressa do que organismos cujas gerações são medidas em meses ou anos. Por isso a sempre novas vacinas para a gripe: para combater variedades novas recém evoluídas de vírus. Além disto, se a evolução pode levar séculos na natureza, a ação do homem pode acelerar o processo, criando organismos com características específicas, numa evolução pela seleção artificial.
Assinar:
Postagens (Atom)