quarta-feira, 30 de março de 2011

Aditivo 100% natural reduz a contagem de células somáticas


Embrapa valida aditivo para alimentação animal

Novo produto foi avaliado por meio de três experimentos conduzidos pela Embrapa em Goiás
Da Redação, com informações da Embrapa
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, validou o Biofórmula Leite, um aditivo probiótico para alimentação animal desenvolvido por uma empresa de Goiás.
O Biofórmula Leite apresenta em sua composição uma associação de enzimas digestivas que proporcionam um maior equilíbrio fisiológico aos animais, o que garante o aumento da produção e a qualidade do leite. O produto reduz a Contagem de Células Somáticas (CCS), diminui a incidência de mastite, aumenta a absorção de nutrientes, estimula o desenvolvimento dos bezerros, previne infecções intestinais e aumenta a fertilidade do rebanho.
O novo produto foi validado por meio de três experimentos conduzidos pela Embrapa em Goiás. Em todos eles, a suplementação melhorou a qualidade do leite, com uma redução média de 53% na contagem de células somáticas, o que resulta num aumento do preço pago ao produtor.
O aditivo é 100% natural e não deixa resíduos, nem traz riscos para a saúde humana. Conta, ainda, com três enzimas para auxiliar o processo digestivo de fibras e melhorar a saúde e o desempenho do rebanho.
Saiba mais
A Contagem de Células Somáticas (CCS) do leite indica, de maneira quantitativa, o grau de infecção da glândula mamária do animal. Em 2005, entrou em vigor no Brasil a Instrução Normativa 51/2002, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que estabelece os padrões físico-químicos, microbiológicos, de resíduos químicos e de CCS para o leite. De acordo com a IN51, até 1º de julho deste ano o leite cru resfriado poderá apresentar um índice máximo de 750.000 CS/ml. Depois desta data, o índice máximo passa a ser de 400.000 CS/ml.

Fonte: www.agricultura.gov.br

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Lei para que o uso de antibióticos em animais seja controlado


O uso indiscriminado de antibióticos em produtos não terapêuticos para animais – como ração, produtos de higiene e fórmulas para a prevenção de doenças - pode gerar sérios problemas de saúde para os seres humanos que consomem a carne ou o leite desses animais. A afirmação é do senador Tião Viana (PT-AC), que pretende restringir o uso desses antibióticos apenas para as medicações, em caso de doença. A medida, entre outras coisas, pode evitar problemas como o surgimento de uma superbactéria entre os animais e a resistência a determinados antibióticos entre os seres humanos. No entanto, de acordo com o próprio senador, o lobby das multinacionais é muito grande, o que pode dificultar a aprovação do projeto no Senado.

De acordo com o 
PLS 374/2009 , de autoria do senador Tião Viana, fica proibido o uso em animais de medicamentos não-terapêuticos que contenham antimicrobianos (antibióticos) semelhantes aos usados por humanos, com o objetivo de acelerar o crescimento do animal, a eficiência alimentar, o ganho de peso ou a prevenção de doenças. 

No próprio projeto, o senador esclarece que a proibição não afeta o tratamento individualizado do animal, em casos de doença, mas o uso rotineiro como normalmente acontece em casos de animais criados sob regime de confinamento. "Existe uma prática, segundo a qual todo o rebanho ou plantel recebe, de rotina, o medicamento para favorecer o crescimento e reduzir o risco de determinadas doenças, que é aumentado quando se mantém um grande número de animais em aglomeração", explica.

O projeto de Tião propõe também a criação de uma Agência Nacional de Vigilância Sanitária para fiscalizar o uso animal de medicamentos e produtos alimentícios. Hoje, a ANVISA só fiscaliza produtos dirigidos a seres humanos. 

Problema

Segundo Tião Viana, que também é médico sanitarista, estima-se que nos Estados Unidos cerca de 70% dos antibióticos produzidos são empregados na agroindústria de produção de alimentos, ou seja, no gado, frangos e porcos. Esses remédios não são usados para tratar doenças, mas para a aceleração do crescimento, prevenção de doenças e compensação de condições insalubres e estressantes de confinamento em que esses animais são criados ou transportados.

"Essa prática tem sido apontada como promotora de um risco importante para humanos, consumidores ou não de produtos de origem animal, mas também em razão do risco de perda da eficácia terapêutica de antimicrobianos usados na medicina humana, relacionado ao uso veterinário destes medicamentos", explica.

A Embrapa tem reunido estudos internacionais sobre a adição de antibióticos na ração de gado de corte 
e constatado a perda da eficácia nos animais e em seres humanos, ou a resistência ao medicamento, em países da Europa. Compostos à base de avoparcina, virginiamicina e avilamicina, são semelhantes às estruturas de antibióticos de última geração desenvolvidos para uso humano, como vancomicina, pristinamicina e ziracina. "Bactérias resistentes a esses antibióticos foram encontradas no trato gastrointestinal de aves e suínos", comenta o estudo. Com isso, a Comunidade Européia decidiu proibir o uso da avoparcina como promotor de crescimento de animais.

Segundo a Embrapa, o uso de antibióticos na produção animal é considerado pela Organização Mundial de Saúde (Departamento de Doenças Emergentes e Outras Doenças Notificáveis) um risco crescente para a saúde humana. 
Na contramão da opinião científica internacional, o relator da matéria na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), senador Gilberto Goelnner, é contrário a esta proibição e, portanto, à aprovação do projeto de Tião Viana. Para o relator
, "a proibição total do uso não terapêutico de antibióticos em animais seria uma medida exagerada e desproporcional", já que a própria "agroindústria brasileira, através do sistema de integração, mantém um controle adequado da produção animal, prevenindo, controlando ou tratando enfermidades segundo as boas práticas de uso de produtos veterinários", diz o relatório. 

A matéria deverá ser votada na próxima terça-feira (23) na CRA, depois segue para análise da Comissão de Assuntos Sociais.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Efeito de diferentes tempos de repouso nas pastagens

EFEITO DE DIFERENTES TEMPOS DE REPOUSO SOBRE A PARTE AÉREA, SISTEMA RADICULAR E COMPORTAMENTO DE PASTOREIO DE VACAS LEITEIRAS EM UMA PASTAGEM POLIFÍTICA.

O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes tempos de
repouso na produção de matéria seca (MS) da parte aérea e do sistema
radicular, na qualidade da forragem (Proteína Bruta - PB, Fibra em
Detergente Neutro - FDN e Fibra em Detergente Ácido - FDA), na
composição botânica e no comportamento de pastoreio de vacas leiteiras
em uma pastagem polifítica. Para isso conduziu-se um experimento a
campo no município de Pinhais, PR. Utilizando-se de blocos
completamente casualizados com seis repetições, o experimento avaliou
três tratamentos (três tempos de repouso): 21 dias (T21), 42 dias (T42) e
repouso variável (TV) seguindo os princípios do Pastoreio Racional
Voisin (PRV). O trabalho foi dividido em dois experimentos. No
experimento 1, estudou-se a produção de MS da parte áerea e do sistema
radicular, a qualidade da forragem e a composição botânica da
pastagem. Na produção de MS de raízes, em kg/ha, houve efeito de
tratamento na profundidade de 0-5 cm, onde o T21 produziu uma menor
quantidade de raízes que o TV em duas épocas avaliadas, ao passo que
o T42 em apenas uma época. O repouso muito curto da pastagem (T21)
prejudica o sistema radicular o que pode comprometer a perenidade do
pasto a longo prazo. A composição botânica variou em função dos
tratamentos para uma mesma época, onde, ao final do experimento, as
gramíneas de verão foram favorecidas pelo repouso mais curto (T21).
Não houve diferença na produção total de MS da parte aérea ao final do
experimento. No experimento 2, avaliou-se o comportamento de
pastoreio das vacas frente aos três tratamentos e verificou-se que
diferentes tempos de repouso interferem no comportamento de
pastoreio, modificando o tempo de pastoreio e a taxa de bocadas.. O
tempo de repouso muito longo (T42) aumenta o tempo de pastoreio
diminuindo a taxa de bocadas por fornecer uma forragem de menor
qualidade nutritiva. O repouso variável foi o tratamento que não
comprometeu o sistema radicular ao mesmo tempo que possibilitou
uma boa coleta de pasto pelos animais.

Autor: CICERO TEÓFILO BERTON - M.Sc Eng Agronômo

para ver o texto completo acessar: http://www.tede.ufsc.br/teses/PAGR0237-D.pdf