segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fileiras de cultivos protegem animais nas lavouras

Pesquisadores da UFRJ comprovam que os espaços facilitam a locomoção das espécies para remanescentes de florestas
por Janice Kiss (Globo Rural)

Plantações ordenadas em fileiras têm condições de servir de conexão a certos animais aos remanescentes de floresta da serra fluminense. A constatação surgiu a partir do estudo desenvolvido pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRJ), que avaliou a circulação de pequenos mamíferos em meio a cultivos de mandioca nos municípios de Guapimirim e Cachoeira de Macacu. Para comprovar a tese de que esta integração era possível, eles capturaram 24 gambás-de-orelhas-pretas e 37 cuícas cinza, marsupiais típicos da mata atlântica, e os soltaram em pontos desconhecidos pelos animais – pelo menos um quilômetro de distância, em pleno mandiocal, dos fragmentos de floresta. Cada um deles levava, preso às costas, um novelo de fio de náilon que se desenrolava à medida que o animal avançava para a mata, deixando a rota registrada.

A maior parte dos animais tentou “voltar para a casa” percorrendo os corredores formados pelas fileiras de mandioca em vez de cruzá-los em rotas perpendiculares. Segundo Jayme Prevedello e Marcus Vieira, coordenadores da pesquisa, os animais só saíam das linhas de plantio quando estavam muito próximos de um fragmento de floresta. O projeto incluiu, ainda, monitorar estes mamíferos dentro dos fragmentos de floresta, seus habitats. E a conclusão foi que eles saíam muito pouco de lá, a não ser quando descobrem árvores frutíferas carregadas próximas às plantações.

Agora os pesquisadores querem orientar os agricultores a formarem melhor seus plantios. Muitas vezes as fileiras terminam perto de riachos ou são interrompidas com uma cerca colocada de forma aleatória. Eles querem planejar as plantações para que elas possibilitem uma eficiente conexão entre os fragmentos da floresta. O gambá e a cuíca são os pequenos mamíferos mais comuns que podem ser beneficiados por esta alteração. Porém, os corredores formados pelas plantações de mandioca também podem facilitar o trânsito de outros animais, como roedores e lagartos

domingo, 10 de julho de 2011

Physiological and behavioral response of crossbred zebu dairy cows submitted to different shade availability on tropical pasture

Resumo do trabalho apresentado oralmente no Congresso Internacional de Etologia Aplicada - Indianapolis - IN - USA. ISAE

Physiological and behavioral response of crossbred zebu dairy cows submitted to different
shade availability on tropical pasture

Ferreira, Luiz C. B.1, Machado Filho, L. Carlos P. 1, Hötzel, Maria J.1, Alves, Andréa A. 2,
Barcellos, Alexandre O.2 AND Labarrère, Juliana G.3, 1Lab. de Etologia Aplicada, Depto. de
Zootecnia e Des. Rural, Universidade Federal de Santa Catarina, Rod. Admar Gonzaga 1346 –
Itacorubi., 88034-001, Florianópolis, SC, Brazil, 2Embrapa, Parque Estação Biológica - PqEB
s/n°, 70770-901, Brasilia, DF, Brazil, 3Universidade de Brasilia, Campus Universitário Darcy
Ribeiro, 70910-900, Brasília, DF, Brazil; pinheiro@cca.ufsc.br

Shade and water are major welfare constrains for grazing cattle. However, many believe that, because zebu cattle and their crosses are well adapted to the heat, they may dispense shade. This study was designed to evaluate the effect of different shade availability and shape on the physiological and behavioral response of crossbred zebu dairy cows on tropical pasture. Four groups of three lactating cows were tested in a 4x4 latin-square design, with periods of three days, in the following treatments: without shade (WS), single artificial shade (AS), bush (B) and scattered trees (ST). The behavioral variables were recorded in scans every 10min, from 8:30h to 15:40h by visual direct observation. Milk production, water consumption, rectal temperature and respiratory rate were recorded daily for all cows during the experimental period. Data were statistically analyzed by ANOVA. No differences were found for the studied variables when cows were in treatments B and ST. However, compared to the treatments WS and AS, cows presented higher frequencies of grazing (p≤0.03), and of shade use (p≤0.001), as well as lower rectal temperatures and respiratory rates (p≤0.005). Water intake (p≤0.002), ruminating (p≤0.003) and lying (p≤0.03) time were higher in B and ST than in WS, whereas cows showed intermediate values for these variables when in AS treatment. When in WS, cows showed greater time on other behaviors, presented the highest frequency of idling, lowest water consumption and greatest respiratory rate of all other treatments. It is concluded that the presence of abundant shade in pasture may prevent heat stress, indicating better welfare for crossbred zebu dairy cows raised on pasture in tropical areas.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Produtor de leite de Goiás comprova eficácia do suplemento alimentar Biofórmula Leite validado pela Embrapa


Durante 62 dias, 40 vacas da raça Holandesa e mistas de Jersey e Holandesa da fazenda Laginha, no estado de Goiás, tiveram o seu leite analisado para testar o efeito do Biofórmula Leite no controle da Contagem de Células Somáticas (CCS). Esse valor indica, de maneira quantitativa, o grau de infecção da glândula mamária do animal. O Biofórmula Leite é um aditivo probiótico, ou seja, um suplemento alimentar a base de microorganismos vivos que afeta beneficamente o hospedeiro promovendo o balanço da microflora intestinal. O produto foi validado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
 
Além de proporcionar ao pecuarista uma ferramenta para oferecer à população alimentos de melhor qualidade, o Biofórmula Leite é essencial para auxiliá-lo a atender as exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com relação aos padrões fisico-químicos, microbiológicos, de resíduos químicos e de CCS. Isso porque, em 2005 entrou em vigor no Brasil a Instrução Normativa 51/2002, publicada por aquele ministério, que limita a CCS máxima a 400.000 CS/ml de leite a partir de 01 de julho de 2011.
 
No teste comparativo realizado na fazenda Laginha, localizada nos municípios de Orizona/Pires do Rio/GO, de propriedade de Geovando Vieira Pereira, o uso do Biofórmula Leite conseguiu manter os índices de CCS abaixo do valor preconizado pela Instrução Normativa, mesmo com a entrada no período chuvoso, período em que normalmente há um aumento nos índices de CCS. Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Claudio Magnabosco, este resultado comprova que o Biofórmula Leite proporciona melhor saúde à vaca, qualidade do leite, e, por conseguinte, remuneração por litro de leite pago ao produtor.
 
Atuação - O Biofórmula Leite apresenta em sua composição uma associação de prebióticos, probióticos microencapsulados e enzimas digestivas que proporcionam um maior equilíbrio fisiológico aos animais, aumentando assim a produção e a qualidade do leite. Além disso, o produto reduz a CCS do leite, diminui a incidência de mastite, otimiza a quebra de fibras, aumenta a absorção de nutrientes, estimula o desenvolvimento ruminal dos bezerros, previne infecções intestinais e aumenta a fertilidade do rebanho.
 
Os microorganismos vivos existentes nesses alimentos, quando administrados em quantidades adequadas aumentam numericamente ou estimulam a proliferação no intestino das bactérias benéficas em detrimento das bactérias potencialmente prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de defesa do corpo. São exemplos de alimentos probióticos os iogurtes, bebidas lácteas e leites fermentados.
 
Por ser 100% natural, o Biofórmula Leite não deixa resíduos nem traz riscos para a saúde humana. O produto foi projetado para atuar de forma positiva em vários aspectos da fisiologia do animal. As bactérias probióticas estimulam o sistema imunológico e, por serem microencapsuladas, têm sua sobrevivência maximizada, ficando protegidas do sal mineral e da digestão no rúmen e no estômago até chegarem ao intestino delgado.
 
A levedura viva também tem efeitos benéficos na fermentação ruminal. Esses microorganismos são acompanhados por um complexo de substâncias prebióticas - componentes que não são digeridos, mas que estimulam a proliferação e a seleção das bactérias benéficas no intestino, agindo ainda como adsorventes de bactérias patogênicas, melhorando assim a saúde da parede intestinal e estimulando o sistema imunológico. O Biofórmula Leite conta ainda com três enzimas para auxiliar o processo digestivo de fibras e melhorar a saúde e o desempenho do rebanho.
 
O novo produto foi validado, ainda, em mais três experimentos conduzidos pela Embrapa no Estado de Goiás. Em todos eles, a suplementação com o Biofórmula Leite melhorou a qualidade do leite, com uma redução média de 53% na contagem de células somáticas.
 
Diversos pecuaristas já estão utilizando o produto, comercializado pela empresa Biofórmula Tecnologia em Produtos Agropecuários.
 
Mais informações
Embrapa Transferência de Tecnologia
Escritório de Negócios de Uberlândia
Uberlândia, MG.
Fone: (34) 3231-8555
Email: enudi.snt@embrapa.br
 
Biofórmula Tecnologia em Produtos Agropecuários
Evando Filgueiras, responsável técnico
Fone: (62) 3297-5409 / (62) 8209-8778
Site: http://www.bioformula.ind.br/
Email: evando@bioformula.ind.br
 
Informações sobre aquisição do produto
Biofórmula Tecnologia em Produtos Agropecuários
Rodovia GO-070, Qd. CH , Lt. 437
Chácara de Recreio São Joaquim
Goiânia, GO.
Fone: (62) 3297-5409/ (62)8549-0836
Site: http://www.bioformula.ind.br/
Email: felipe@bioformula.ind.br
 
Texto
Jurema Iara Campos – MTb: 1300/DF
Embrapa Transferência de Tecnologia
Gerência de Promoção Tecnológica
E-mail: jurema.campos@embrapa.br