quinta-feira, 19 de março de 2015

Implantação de Tecnologia na Atividade Leiteira com Acompanhamento Zootécnico e Financeiro.

A Empresa de Assistência Técnica do Distrito Federal - Emater-DF, lança o primeiro número da publicação “Diálogos e Experiências”. Com um caráter técnico, o material objetiva registrar de forma sistemática casos exitosos do trabalho de assistência técnica e extensão rural para divulgação e consulta.
Nessa primeira edição, o caso de sucesso da família do produtor do Núcleo Rural Tabatinga Flávio Franklin Guimarães é retratado pelos extensionistas Adriana Ribeiro, Flávia Lage e Ricardo Luz.
Em algumas páginas, são relatadas as mudanças ocorridas na propriedade rural com a implantação do Projeto Brasília Leite Sustentável (BLS), desde as dificuldades enfrentadas até o aumento da produção diária de leite, no período de um ano.
Experiência
Diálogos e Experiências nº 01 conta a história do agricultor familiar Flávio e sua esposa Elizabete Pereira de Souza, que decidiram fazer parte do BLS em 2012, devido ao interesse em atuar com produção leiteira. Antes de ter o acompanhamento dos extensionistas da Emater-DF, Flávio criava cavalos, galinhas, porcos e produzia apenas 30 litros de leite por dia com um rebanho de 12 vacas. Após um ano de acompanhamento, a família já comemorava uma produção média diária de 90 litros por dia, com o mesmo rebanho.
A propriedade, de seis hectares, sediou em 2013 um Dia Especial do Leite, quando foram apresentados a técnicos, estudantes e produtores do DF os resultados econômicos da atividade após o acompanhamento técnico e adesão ao Brasília Leite Sustentável. O produtor obteve um lucro médio de 34,8%.
Para a médica veterinária Adriana Ribeiro, ainda existem desafios para serem superados na propriedade, mas faz parte do processo de construção do conhecimento, que considera a realidade do produtor e suas vivências.
Além dessa experiência, outras serão publicadas por meio do Diálogos e Experiências. A expectativa é de que no fim de 2015 todas as publicações estejam reunidas no Caderno de Experiências da Emater-DF.
Veja, na íntegra, a primeira edição de “Diálogos e Experiências”:

http://www.emater.df.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1103&Itemid=138

fonte: www.emater.df.gov.br



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Guia Alimentar para a População Brasileira

O Ministério da Saúde lançou na quarta-feira (5) o novo Guia Alimentar para a População Brasileira. A atualização da publicação relata quais cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. A nova edição, ao invés de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, indica que a alimentação tenha como base alimentos frescos (frutas, carnes, legumes) e minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas), além de evitar os ultraprocessados (como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes). O lançamento ocorreu durante a reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília.

A intenção do Guia Alimentar é promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição, em forte declínio em todo o país, e prevenindo enfermidades em ascensão, como a obesidade, o diabetes e outras doenças crônicas, como AVC, infarto e câncer. Além de orientar sobre qual tipo de alimento comer, a publicação traz informações de como comer e preparar a refeição, e sugestões para enfrentar os obstáculos do cotidiano para manter um padrão alimentar saudável, como falta de tempo e inabilidade culinária.

Mais do que um instrumento de educação alimentar e nutricional, o guia se insere dentro da estratégia global de promoção da saúde e do enfrentamento e do excesso de peso, que já atinge mais da metade da população brasileira. A carga de doença associada à obesidade é imensa. Para sair da agenda da doença, precisamos trabalhar pela melhoria da alimentação e incentivar a prática de hábitos saudáveis. Não estamos proibindo nada, mas temos recomendações claras de qual alimento priorizar, destaca o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Dados da pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indicam que atualmente 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 17,5% são obesos. Os percentuais são 19% e 48% superiores que os registrados em 2006 - quando a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e de obesos era de 11,8%.

Redigido em linguagem acessível, o Guia Alimentar se dirige às famílias diretamente e, também, a profissionais de saúde, educadores, agentes comunitários e outros trabalhadores cujo ofício envolve a promoção da saúde da população. A versão impressa do documento, com 151 páginas ilustradas, será distribuída às unidades de saúde de todo o país, e a versão digital estará disponível no portal do Ministério da Saúde.

O Guia orienta as pessoas a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação culinária (sopas de pacote, pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para tortas). Outras recomendações são o uso moderado de óleos, gorduras, sal e açúcar ao temperar e cozinhar alimentos, e o consumo limitado de alimentos processados (queijos, embutidos, conservas), utilizando-os, preferencialmente, como ingredientes ou parte de refeições. Na hora da sobremesa, o ideal é preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.

Destaque especial é dado também às circunstâncias que envolvem o ato de comer, aconselhando-se regularidade de horário, ambientes apropriados e, sempre que possível companhia. O ideal é desfrutar a alimentação, evitar a refeição assistindo à televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais.

O novo guia também busca valorizar a culinária, e indica o planejamento das refeições e interação social, com o envolvimento de amigos e família na elaboração da comida. No Brasil e em muitos outros países, a transmissão de habilidades culinárias entre gerações vem perdendo força, admite a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e responsável pela coordenação geral do projeto de elaboração do Guia Alimentar, Patrícia Jaime. Por isso, o Guia Alimentar dedica uma parte importante de suas recomendações à valorização do ato de cozinhar, ao envolvimento de homens e mulheres, adultos e crianças nas atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições e à defesa das tradições culinárias como patrimônio cultural da sociedade, enfatiza.

O Guia Alimentar foi produzido em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde e substitui a versão anterior de 2006. O processo de elaboração envolveu profissionais de saúde, educadores e representantes de organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil. A conclusão contou ainda com o resultado de uma consulta pública que envolveu 436 participantes e recebeu 3.125 comentários e sugestões.

O novo guia dá importância às formas pelas quais os alimentos são produzidos e distribuídos, privilegiando aqueles cuja produção e distribuição seja socialmente e ambientalmente sustentável como os alimentos orgânicos e de base agroecológica.

Clique aqui e confira a versão digital do Guia Alimentar

Fonte: Agência Saúde
7 de novembro de 2014