terça-feira, 4 de abril de 2017

Linha do Tempo ILPF - Integração Lavoura Pecuária Floresta


fonte: http://revistagloborural.globo.com/Integracao/noticia/2016/04/infografico-evolucao-da-ilpf.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Sobrevivência da humanidade depende de nossa alfabetização ecológica - Fritjof Capra

O PhD em física e escritor austríaco Fritjof Capra, autor de best-sellers como O Tao da FísicaO Ponto de Mutação e As Conexões Ocultas, abriu nesta quinta-feira, 2 de julho, o Congresso Internacional de Sustentabilidade para Pequenos Negócios (Ciclos), realizado pelo Sebrae em Cuiabá, no Mato Grosso.
Ao ministrar a palestra magna de abertura do evento, intitulada O estado do mundo: impactos da escassez na economia global, Capra defendeu o que chama de “pensamento sistêmico”, baseado na interdependência dos sistemas vivos, os quais ele inclui as sociedades urbanas e os ecossistemas.
“Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade dependerá de nossa alfabetização ecológica”, destacou o físico. Para Capra, ser ecologicamente alfabetizado (ecoliterate) significa entender os princípios básicos da ecologia que os ecossistemas desenvolveram para manter a ‘teia da vida’.
“No Centro para Alfabetização Ecológica em Berkeley, meus colegas de trabalho e eu desenvolvemos uma pedagogia especial para ensinar nas nossas escolas esses princípios da ecologia e as ferramentas que são necessárias para construir e alimentar comunidades sustentáveis”, ressaltou.
Mudança de paradigmas
Nem todo o crescimento é bom, pois pode, por exemplo, se valer de exploração excessiva de recursos naturais, combustíveis fósseis e desigualdade de renda” – Fritjof Capra
Para o austríaco, o grande desafio de nossa época é construir e nutrir comunidades sustentáveis. “Os maiores problemas de nossa era: mudanças climáticas, pobreza, energia, água, estão conectados, são interdependentes. Suas soluções também”, enfatizou.
A fim de reverter o quadro atual do planeta, o pensador acredita que deva haver uma mudança de paradigmas, baseada em um “todo integrado”, tal qual um conjunto de sistemas interconectados, ao invés de uma coleção de partes dissociadas.
Papa Francisco
Avesso ao termo “desenvolvimento sustentável”, que segundo ele remete a ideia de crescimento ilimitado da economia, com base no Produto Interno Bruto (PIB), Capra enalteceu o chamado “crescimento qualitativo”, que segundo ele aprimora a qualidade da vida.
O físico aproveitou para elogiar a Encíclica divulgada recentemente pelo Vaticano. “O Papa Francisco reconheceu isso, quando cita que é necessário ‘redefinir nossa visão de progresso’. Nem todo crescimento é bom, pois pode, por exemplo, se valer de exploração excessiva de recursos naturais, combustíveis fósseis e desigualdade de renda”, justificou.
Na concepção de Capra, o Papa Francisco reconheceu a interdependência da natureza em sua Encíclica, “mas nossos políticos não conseguem conectar os pontos”.
O físico, escritor e ativista ambiental ainda observou que um mundo mais sustentável passa por investimentos na agroecologia, arquitetura sustentável e energias renováveis.
O Congresso Ciclos segue até sexta-feira (3) na capital mato-grossense.
Alguns dos trechos mais importantes da palestra de Capra:
“O conceito de sustentabilidade foi apresentado na década de 80 e, desde aquela época, foi distorcido. Vale a pena refletir por um momento sobre o que a sustentabilidade significa. Não é o crescimento econômico, mas a teia a qual defende nossa vida. Tem que ser projetada considerando a natureza.”
“O pensamento sistêmico pode servir para integrar ONGs, por exemplo. Ele é inerentemente multidisciplinar. As redes são o padrão básico de organização de todos os sistemas.”
“O crescimento bom é baseado nas energias renováveis, favorece a comunidade local, recicla… O crescimento qualitativo envolve soluções sistêmicas.”
“Os alimentos orgânicos têm efeito positivo na saúde das pessoas. A agricultura orgânica significa contribuir na luta contra as mudanças climáticas, pois o solo é rico em substâncias vivas.”
“Uma comunidade sustentável tem de ser projetada de uma forma que não interfira na maneira natural de como a natureza sustenta a vida.”
” [A alfabetização ecológica] Tem que se tornar uma competência crítica para políticos, empresários, indústria, universidade, todos os níveis. É preciso compreender os princípios básicos da ecologia e aplica-los.”
O repórter viajou a Cuiabá a convite do Centro Sebrae de Sustentabilidade.
Fonte: EcoD – Fotos: Rodrigo Lorenzon
http://www.revistaecologica.com/fritjof-capra-sobrevivencia-da-humanidade-depende-de-nossa-alfabetizacao-ecologica/?utm_campaign=shareaholic&utm_medium=whatsapp&utm_source=mobile

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O Mundo Orgânico Avança - Biofach 2016

por Angela Escosteguy

Boas notícias! Ocorreu há poucos dias a 26ª Biofach – a maior e mais importante feira mundial de orgânicos, em Nuremberg, Alemanha. Já na viagem de ida, algumas pistas do crescimento do setor: lanche orgânico no avião da Gol, revista de bordo da KLM com reportagem sobre o avanço dos alimentos orgânicos em Roma e lanches orgânicos no aeroporto de Amsterdam.
A feira de 80.000 m² teve este ano 48.000 visitantes, 10% a mais que no ano passado, provenientes de 132 países e cerca de 2.500 expositores. A Vivaness, feira de cosméticos naturais e orgânicos, que ocorre junto, também cresceu, acompanhando o mercado que este ano movimentou mais de um bilhão de dólares só na Alemanha.
O Brasil estava bem apresentado com dois grandes estandes, um da Apex Brasil e o Programa Organics Brasil e outro com produtos da agricultura familiar, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário com o apoio do Ministério das Relações Exteriores e da Embaixada do Brasil em Berlim. Diversas Cooperativas do RS participaram levando arroz, suco de uva, geleias, erva mate, conservas, óleos essenciais e polpas de frutas.
biofach
Conforme Exame.com, “esta foi uma das melhores feiras dos últimos anos em negócios para as empresas. Em três dias nove empresas expositoras conseguiram fechar negócios para exportação nos próximos 12 meses e realizaram mais de uma centena de novos contatos cada. Açúcar, erva mate e mel, tiveram grande interesse das distribuidoras europeias. Os cosméticos da Surya Brasil tiveram expressivo interesse das tradicionais marcas e abriu mercados de spas e distribuidoras do leste europeu e países asiáticos”. O Projeto Organics Brasil calculou que neste feira, o Brasil faturou 2 bilhões 650 mil reais, 32,5% superior a 2014. Para os Estados Unidos, maior mercado mundial de orgânicos, os principais produtos exportados foram de matérias-primas semi-processadas, como: açúcar, óleos de dendê e outros óleos vegetais, castanha de caju, sucos de frutas (açaí), mel, erva-mate, outras frutas tropicais congeladas, café, preparações capilares, própolis e cachaça.
Mas a Biofach não é só negócios e contatos. Também ocorreram seminários, palestras, mesas redondas, reflexões e discussões relacionados não somente com produção e comercialização mas também sobre estratégias para o desenvolvimento do setor e rumos do movimento orgânico mundial. A IFOAM – Federação Internacional de movimentos de Agricultura Orgânica, entidade que organiza o Congresso Mundial de Agricultura Orgânica a cada três anos, lançou na feira o Programa ORGANICS 3.0 – a terceira fase do movimento orgânico mundial, uma proposta para responder os inúmeros desafios e oportunidades do mundo atual. O documento encontra-se em consulta até final de fevereiro.
Por sua vez, o FiBL – Instituto Suíço de Pesquisas em Agricultura Orgânica apresentou seu tradicional Relatório anual das estatísticas do setor sobre produção e mercado. Os dados publicados agora foram coletados em 2014, em 172 países de todos os continentes. Conforme a publicação a área com agricultura orgânica em 15 anos cresceu mais de 300%. Atualmente a área é de 47 milhões de hectares (dados 2014). A Austrália, com mais de 17 milhões, e Argentina com outros 3 milhões, são os dois países líderes em área certificada com grande participação na pecuária extensiva. O Brasil está no 12º lugar. Quanto ao mercado, estima-se que o valor global atingiu 60 bilhões de Euros. Os EUA tem o maior mercado com 27.1 bilhões de Euros, seguidos pela Alemanha, França e China.
Os alimentos de origem animal mostraram pujança e qualidade. É uma área que vem aumentado consideravelmente. Carne, leite, ovos, mel e derivados. In natura e processados. Provenientes de diversas espécies: bovinos, ovinos, caprinos, suínos, equinos, galinhas, frangos, perus, patos e marrecos, além de peixes e pescados. Consumidores conscientes exigem qualidade dos alimentos, bem estar animal e sustentabilidade. Apesar das críticas generalizadas aos animais, estudos científicos recentes comprovam que animais criados em sistemas extensivos são benéficos ao ambiente não somente pelo aporte de nutrientes ao solo como também pela captura de carbono na fotossíntese das pastagens. Pesquisas também têm comprovado que carne e leite orgânicos são mais nutritivos que os convencionais e muito importantes principalmente para o desenvolvimento físico e mental das crianças.
Este ano observou-se na feira uma presença considerável de alimentos processados e também de embalagens recicláveis mostrando a industrialização dos alimentos orgânicos. Aumentando assim a diversidade, a disponibilidade, a conservação e a especialização. As embalagens e apresentação costumam ter mais elegância que a dos concorrentes convencionais. Ao lado dos tradicionais e valorizados alimentos artesanais, surgem os processados e produzidos em grande escala. Sucos, cervejas, vinhos, espumantes, sorvetes, geleias, sopas, papinhas, bolachas, chips, vegetais semi-procesados, chás, suplementos, dentre outros. Sem falar linha dos produtos não comestíveis como roupas, embalagens e cosméticos, estes últimos com enorme avanço na Alemanha.
Voltamos para casa felizes e otimistas. Afinal todos merecemos um prato e um planeta mais saudável!
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Angela Escosteguy é médica veterinária, Presidente do Instituto do Bem Estar (IBEM) e da Comissão de Pecuária Orgânica da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Mercado brasileiro de orgânicos deve movimentar R$ 2,5 bi em 2014


A agricultura orgânica ganha cada vez mais espaço na cadeia agrícola brasileira. Em 2014, ela movimentou cerca de R$ 2 bilhões e a expectativa é que em 2016 este número alcance R$ 2,5 bilhões, segundo o setor. O mercado nacional de orgânicos espera crescer entre 20% e 30% no ano que vem.
Os produtos de orgânicos agregam, em média, 30% a mais no preço quando comparado aos produtos convencionais, de acordo com analistas do setor. Segundo Jorge Ricardo de Almeida Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a formação de preços depende especialmente do gerenciamento da unidade de produção, do canal de comercialização e da oferta e demanda dos produtos.
“Normalmente, os valores dos orgânicos são mais elevados que os dos produtos convencionais por terem uma menor escala de produção, custos de conversão para adequação aos regulamentos e processos de reconhecimento de sua qualidade orgânica”, assinala Jorge Ricardo. Na sua avaliação, o produtor de orgânicos ainda carece de crédito diferenciado e de tecnologias e assistência técnica, além de infraestrutura e logística adequadas às características da produção e do mercado de orgânicos.
Cadastro
Atualmente, há 11.084 produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, gerenciado pelo Mapa. O banco de dados é liderado pelos estados do Rio Grande do Sul (1.554), São Paulo (1.438), Paraná (1.414) e Santa Catarina (999). Veja tabela abaixo.
A área de produção orgânica no Brasil abrange 950 mil hectares. Nela, são produzidas hortaliças, cana-de-açúcar, arroz, café, castanha do brasil, cacau, açaí, guaraná, palmito, mel, sucos, ovos e laticínios.
O Brasil exporta para mais de 76 países. Os principais produtos exportados são açúcar, mel, oleaginosas, frutas e castanhas.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Queijos artesanais agregam valor com Indicação Geográfica



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está trabalhando para ampliar as regiões produtoras de queijos artesanais com registro de Indicação Geográfica (IG). O Mapa identificou 18 áreas de produção de queijos artesanais de leite cru no Brasil, com maturação menor que 60 dias, que podem receber a IG, desde que preencham os requisitos higiênico-sanitários. Duas delas – a do Serro e a da Canastra, ambas em Minas Gerais – já têm o registro de Indicação Geográfica. O IG agrega valor ao produto, o que possibilita ao setor aumentar a geração de renda e de emprego.
Segundo a Coordenação de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (CIG/SDC) do Mapa, o registro de Indicação Geográfica é um reconhecimento da notoriedade, reputação, valor intrínseco e identidade do produto, além de proteger seu nome geográfico e distingui-lo de similares disponíveis no mercado.
Além do Serro e a da Canastra – regiões que já têm o IG concedido pelo Mapa – outras áreas produtoras já são reconhecidas pelo mercado consumidor pela qualidade e tipicidade de sua produção de queijos artesanais. Entre elas, o Cerrado Mineiro, a Serra do Salitre e Araxá, também em Minas, o Arquipélago do Marajó (PA), o Agreste Pernambucano (PE), o Seridó (RN), a região Serrana (RS e SC) e a região do Jaguaribe (CE).
As produções desses queijos envolvem grande quantidade de pequenos e médios produtores, que desempenham um importante papel social e econômico. Como grande parte da produção ainda é informal e não possui registro de Indicação Geográfica ou marca coletiva, o Ministério da Agricultura vem trabalhando para promover o desenvolvimento nessas regiões e o consequente reconhecimento dos produtos.
Para isso, consultores – contratados pela SDC, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) - já visitaram essas oito áreas, levantando informações sobre as regiões e os queijos produzidos e identificando os agentes da cadeia produtiva (fornecedores de insumos/serviços, produtores, processadores e distribuidores), técnicos, governança local, secretarias de turismo e academia. Também promovem   eventos para sensibilizar as comunidades locais e demais envolvidos na cadeia produtiva de queijos artesanais.
Seridó Potiguar
No Rio Grande do Norte, por exemplo, foram realizados eventos de sensibilização para atores ligados à cadeia dos queijos artesanais da região do Seridó Potiguar. Um deles foi o Seminário de IG, organizado pela Superintendência Federal de Agricultura do Rio Grande do Norte (SFA-RN), com apoio do Sebrae, Emater, Adese e RN Sustentável, em abril deste ano. Participaram do seminário cerca de 50 pessoas, entre pequenos e médios produtores de queijo, sindicalistas, representantes de federações (de trabalhadores e patronal), gestores municipais e estaduais e técnicos com atuação municipal e regional.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Implantação de Tecnologia na Atividade Leiteira com Acompanhamento Zootécnico e Financeiro.

A Empresa de Assistência Técnica do Distrito Federal - Emater-DF, lança o primeiro número da publicação “Diálogos e Experiências”. Com um caráter técnico, o material objetiva registrar de forma sistemática casos exitosos do trabalho de assistência técnica e extensão rural para divulgação e consulta.
Nessa primeira edição, o caso de sucesso da família do produtor do Núcleo Rural Tabatinga Flávio Franklin Guimarães é retratado pelos extensionistas Adriana Ribeiro, Flávia Lage e Ricardo Luz.
Em algumas páginas, são relatadas as mudanças ocorridas na propriedade rural com a implantação do Projeto Brasília Leite Sustentável (BLS), desde as dificuldades enfrentadas até o aumento da produção diária de leite, no período de um ano.
Experiência
Diálogos e Experiências nº 01 conta a história do agricultor familiar Flávio e sua esposa Elizabete Pereira de Souza, que decidiram fazer parte do BLS em 2012, devido ao interesse em atuar com produção leiteira. Antes de ter o acompanhamento dos extensionistas da Emater-DF, Flávio criava cavalos, galinhas, porcos e produzia apenas 30 litros de leite por dia com um rebanho de 12 vacas. Após um ano de acompanhamento, a família já comemorava uma produção média diária de 90 litros por dia, com o mesmo rebanho.
A propriedade, de seis hectares, sediou em 2013 um Dia Especial do Leite, quando foram apresentados a técnicos, estudantes e produtores do DF os resultados econômicos da atividade após o acompanhamento técnico e adesão ao Brasília Leite Sustentável. O produtor obteve um lucro médio de 34,8%.
Para a médica veterinária Adriana Ribeiro, ainda existem desafios para serem superados na propriedade, mas faz parte do processo de construção do conhecimento, que considera a realidade do produtor e suas vivências.
Além dessa experiência, outras serão publicadas por meio do Diálogos e Experiências. A expectativa é de que no fim de 2015 todas as publicações estejam reunidas no Caderno de Experiências da Emater-DF.
Veja, na íntegra, a primeira edição de “Diálogos e Experiências”:

http://www.emater.df.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1103&Itemid=138

fonte: www.emater.df.gov.br



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Guia Alimentar para a População Brasileira

O Ministério da Saúde lançou na quarta-feira (5) o novo Guia Alimentar para a População Brasileira. A atualização da publicação relata quais cuidados e caminhos para alcançar uma alimentação saudável, saborosa e balanceada. A nova edição, ao invés de trabalhar com grupos alimentares e porções recomendadas, indica que a alimentação tenha como base alimentos frescos (frutas, carnes, legumes) e minimamente processados (arroz, feijão e frutas secas), além de evitar os ultraprocessados (como macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote e refrigerantes). O lançamento ocorreu durante a reunião do Conselho Nacional de Saúde, em Brasília.

A intenção do Guia Alimentar é promover a saúde e a boa alimentação, combatendo a desnutrição, em forte declínio em todo o país, e prevenindo enfermidades em ascensão, como a obesidade, o diabetes e outras doenças crônicas, como AVC, infarto e câncer. Além de orientar sobre qual tipo de alimento comer, a publicação traz informações de como comer e preparar a refeição, e sugestões para enfrentar os obstáculos do cotidiano para manter um padrão alimentar saudável, como falta de tempo e inabilidade culinária.

Mais do que um instrumento de educação alimentar e nutricional, o guia se insere dentro da estratégia global de promoção da saúde e do enfrentamento e do excesso de peso, que já atinge mais da metade da população brasileira. A carga de doença associada à obesidade é imensa. Para sair da agenda da doença, precisamos trabalhar pela melhoria da alimentação e incentivar a prática de hábitos saudáveis. Não estamos proibindo nada, mas temos recomendações claras de qual alimento priorizar, destaca o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Dados da pesquisa Vigitel 2013 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) indicam que atualmente 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal e 17,5% são obesos. Os percentuais são 19% e 48% superiores que os registrados em 2006 - quando a proporção de pessoas acima do peso era de 42,6% e de obesos era de 11,8%.

Redigido em linguagem acessível, o Guia Alimentar se dirige às famílias diretamente e, também, a profissionais de saúde, educadores, agentes comunitários e outros trabalhadores cujo ofício envolve a promoção da saúde da população. A versão impressa do documento, com 151 páginas ilustradas, será distribuída às unidades de saúde de todo o país, e a versão digital estará disponível no portal do Ministério da Saúde.

O Guia orienta as pessoas a optarem por refeições caseiras e evitarem a alimentação em redes de fast food e produtos prontos que dispensam preparação culinária (sopas de pacote, pratos congelados prontos para aquecer, molhos industrializados, misturas prontas para tortas). Outras recomendações são o uso moderado de óleos, gorduras, sal e açúcar ao temperar e cozinhar alimentos, e o consumo limitado de alimentos processados (queijos, embutidos, conservas), utilizando-os, preferencialmente, como ingredientes ou parte de refeições. Na hora da sobremesa, o ideal é preferir as caseiras, dispensando as industrializadas.

Destaque especial é dado também às circunstâncias que envolvem o ato de comer, aconselhando-se regularidade de horário, ambientes apropriados e, sempre que possível companhia. O ideal é desfrutar a alimentação, evitar a refeição assistindo à televisão, falar no celular, ficar em frente ao computador ou atividades profissionais.

O novo guia também busca valorizar a culinária, e indica o planejamento das refeições e interação social, com o envolvimento de amigos e família na elaboração da comida. No Brasil e em muitos outros países, a transmissão de habilidades culinárias entre gerações vem perdendo força, admite a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde e responsável pela coordenação geral do projeto de elaboração do Guia Alimentar, Patrícia Jaime. Por isso, o Guia Alimentar dedica uma parte importante de suas recomendações à valorização do ato de cozinhar, ao envolvimento de homens e mulheres, adultos e crianças nas atividades domésticas relacionadas ao preparo de refeições e à defesa das tradições culinárias como patrimônio cultural da sociedade, enfatiza.

O Guia Alimentar foi produzido em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde e substitui a versão anterior de 2006. O processo de elaboração envolveu profissionais de saúde, educadores e representantes de organizações da sociedade civil de todas as regiões do Brasil. A conclusão contou ainda com o resultado de uma consulta pública que envolveu 436 participantes e recebeu 3.125 comentários e sugestões.

O novo guia dá importância às formas pelas quais os alimentos são produzidos e distribuídos, privilegiando aqueles cuja produção e distribuição seja socialmente e ambientalmente sustentável como os alimentos orgânicos e de base agroecológica.

Clique aqui e confira a versão digital do Guia Alimentar

Fonte: Agência Saúde
7 de novembro de 2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Respostas Fisiológicas e Comportamentais de Bovinos a Diferentes Ofertas de Sombra

RESUMO


Avaliou-se o efeito de diferentes disponibilidades de sombreamento na resposta fisiológica e comportamental dos bovinos em pastagens. Foram utilizados 12 vacas em lactação num quadrado-latino (4x4), com os seguintes tratamentos: sem sombra, sombra única, sombra em bosque e sombra dispersa. As variáveis foram: tempos pastando, ruminando e outros comportamentos; tempo na sombra e deitada; produção de leite; consumo de água; temperatura retal e freqüência respiratória. Os tratamentos bosque e dispersa não apresentaram diferenças entre si e neles as vacas apresentaram maiores tempos pastando, ruminando, deitadas e na sombra, assim como, maior consumo de água e menores temperaturas retais e freqüências respiratórias. Sem sombra as vacas apresentaram maiores tempos de outros comportamentos, menor consumo de água e maior diferença na freqüência respiratória. Com sombra única a ruminação foi maior que sem sombra, se igualando aos demais tratamentos e as vacas apresentaram valores intermediários, entre os tratamentos sem sombra e os demais, no tempo de outros comportamentos, no consumo de água e na diferença da freqüência respiratória. Conclui-se então que a ausência de sombra na pastagem provoca estresse calórico; a sombra insuficiente ajuda a diminuir o estresse a um nível intermediário e a distribuição espacial da sombra não apresenta diferença significativa.

Autores:  Luiz Carlos Britto Ferreira, Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, Maria José Hotzel, Andréa Amaral Alves, Alexandre de Oliveira Barcellos

Artigo Publicado em Cadernos de Agroecologia - ABA, Associação Brasileira de Agroecologia

V. 9, N. 2 (2014): II ENCONTRO PAN-AMERICANO SOBRE MANEJO AGROECOLÓGICO DE PASTAGENS 07 A 09 DE ABRIL DE 2014 PELOTAS – RS, BRASIL


para acessar o texto completo - link:  

http://www.aba-agroecologia.org.br/revistas/index.php/cad/article/view/15843



terça-feira, 3 de junho de 2014

A separação da vaca influencia negativamente o estado emocional do bezerro

O grupo de pesquisa do Laboratório de Etologia Aplicada e Bem-Estar Animal (Leta), do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural da UFSC, publicou, em parceria com pesquisadores da University of British Columbia, o primeiro estudo que mostra que a separação da vaca influencia negativamente o estado emocional do bezerro. O trabalho, publicado recentemente na revista PLOS ONE (http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0098429), fez parte da dissertação de Rolnei Ruã Darós, orientada pela professora Maria José Hötzel e defendida em abril deste ano no Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas.
Nos sistemas de produção animal, os bezerros são desmamados e separados da mãe em várias idades. Diversos estudos, inclusive o do LETA, já haviam mostrado que esse procedimento, que faz parte da rotina de criação animal, desencadeia respostas comportamentais e fisiológicas indicando estresse fisiológico e emocional nos bezerros e vacas – este estudo confirmou que aqueles apresentam uma resposta emocional negativa após perderem a mãe.
A metodologia utilizada para testar essa hipótese, inicialmente desenvolvida e validada por psicólogos para uso em humanos, é chamada de viés cognitivo. Um exemplo tipicamente apresentado para explicá-lo é o do copo com água até exatamente sua metade: indivíduos otimistas, ou em estados emocionais positivos, tendem a interpretá-lo como meio cheio; indivíduos pessimistas, ou em estados emocionais negativos, a interpretá-lo como meio vazio.
Neste experimento, bezerros leiteiros de poucos dias de idade foram treinados a acionar uma tela de computador com o focinho; depois, eles aprenderam a associar a tela de cor branca à chegada de leite, que podiam beber dirigindo-se à mamadeira. Quando a tela vermelha aparecia, o bezerro precisava ficar parado, pois, se procurasse o leite, era punido por um minuto com a proibição de acionar a tela. Após considerados treinados, algumas vezes a tela aparecia em cor-de-rosa, ou seja, a informação era ambígua. Antes da separação da mãe, os bezerros respondiam às telas rosa como positivas em 72% das vezes. No dia seguinte após a retirada da mãe do seu ambiente de criação, essa frequência diminuiu, isto é, os bezerros passaram a interpretar a cor ambígua da tela como a cor que eles tinham associado a um evento negativo – essa resposta pessimista persistiu por mais de 48 horas. Além disso, o mesmo resultado foi obtido ao testar esses bezerros com o mesmo procedimento antes e um dia após serem submetidos à cauterização do botão cornual com um ferro quente – prática utilizada para evitar o crescimento dos chifres, que causa intensa dor e desconforto por mais de 48 horas. Este trabalho é o primeiro a mostrar que as dores física e da separação induzem bezerros a estados emocionais negativos.
Estudos como este, que ajudam a reconhecer estados emocionais em animais, reforçam a obrigação que os seres humanos têm de prevenir o sofrimento dos animais utilizados para o seu benefício.
Confira o artigo publicado: Daros et al 2014
Claudio Borrelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação/ UFSC

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O metano e a dor das vacas


Os ruminantes são responsáveis pelo efeito estufa? Esta é uma questão que deve ser analisada com cuidado. Segundo diferentes organizações internacionais, entre elas a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), a pecuária responde por 15 a 28% da emissão mundial de metano, um dos gases que mais contribuem para o fenômeno. 

Há duas formas de se ver este número: a primeira é que, sim, os ruminantes emitem até 28% do metano no planeta! A segunda, todavia, nos indica que 72 a 85% da produção não é emitida por eles. Ou seja, é resultado de outras fontes comuns do gás, como a cultura de arroz, a queima de combustíveis fósseis, esgotos, aterros e também manguezais. 

Para minimizar o problema, de toda forma, pesquisadores argentinos do Instituto Nacional de Investigação Agrícola (INTA) desenvolveram uma tecnologia específica para o gado, que evita a liberação do metano no ar e ainda o aproveita para gerar energia para carros. Uma mochila é acoplada às costas do animal e conectada ao seu rúmen ("estômago"), através de uma fístula e um tubo, que recolhe o gás. 

A ideia é ótima: imagine quanta energia seria gerada pelos animais em uma fazenda?


O problema é que a fístula ruminal – uma abertura cirúrgica permanente feita na lateral do corpo das vacas – causa dor crônica a esses mamíferos, por toda a vida. O uso contínuo da mochila também gera lesões de atrito e desconforto (devido ao suor). E aí vem a pergunta: é justo causar dor a um animal para diminuir a emissão de gases e produzir energia?

Algumas pesquisas científicas indicam soluções não invasivas para a diminuição da emissão de metano pelo gado e mesmo para o aproveitamento deste gás, geralmente eructado (como um "arroto") por ruminantes. É sabido, por exemplo, que a qualidade da dieta influencia em sua produção: quanto melhor a alimentação, menor a emissão de gás. Isso pode ser obtido com melhoria das pastagens, integração lavoura-pecuária ou mesmo a utilização de suplementos energéticos. 

Outra alternativa – e talvez uma das melhores – é a criação em sistemas silvipastoris, que combinam árvores, gado e pastos. Em áreas recém-plantadas, a qualidade da pastagem é melhor e ainda permite fixar muito carbono no solo, o que compensa parte das emissões de gases do efeito estufa. Além disso, em alguns sistemas de criação (como os de produção leiteira) é possível recolher os dejetos das vacas e utilizarbiodigestores para gerar energia. 

Portanto, sim, a emissão de metano por ruminantes existe e é um problema. Mas existem alternativas para minimizá-la, sem ser à custa do sofrimento dos animais.

Por Paola Rueda, zootecnista 
Supervisora de bem-estar animal da WSPA Brasil

Fonte: http://www.wspabrasil.org/latestnews/2014/o-metano-e-a-dor-das-vacas.aspx

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Plataforma eletrônica simula funcionamento de ecossistemas para aferir benefícios e impactos

Batizada de The Madingley Model, sistema permite simular perdas e ganhos ambientais antes que determinada ação seja tomada.


A Microsoft e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), após três anos de estudo e pesquisa, criaram o General Ecosystem Model (GEM), uma plataforma digital que simula qualquer tipo de vida na Terra, tanto no ambiente aquático, quanto no terrestre. Ela também ficou conhecida como The Madingley Model.
O modelo é o primeiro a cobrir todos os processos biológicos mais fundamentais que formam o ciclo de vida e o comportamento de todos os milhões e milhões de organismos do planeta. Ele leva em conta fotossíntese, alimentação, metabolismo, reprodução, dispersão, e morte, para, desse modo, capturar como tais processos influenciam na estrutura e no funcionamento dos ecossistemas inteiros.
A tecnologia criada em código aberto possibilita aos cientistas interagirem com todos os organismos de um dado ecossistema, observando quais seriam as alterações climáticas caso uma singela abelha desaparecesse do local. O objetivo da plataforma pode ser resumido em algumas perguntas mencionadas no site oficial: como as interações entre plantas e animais transforma os ecossistemas que vemos ao nosso redor? Como esses ecossistemas variam em todo o mundo? O que vai acontecer a esses ecossistemas no futuro em resposta a várias pressões humanas? Como podemos reduzir ou reverter qualquer dano já feito?
O nome da plataforma se deve ao local em que os desenvolvedores primeiro se reuniram, em uma pequena vila britânica. O modelo atual é capaz de reproduzir as características dos ecossistemas que vemos no mundo real, em pequena e grande escala, além de fazer previsões testáveis sobre como interações ecológicas entre organismos individuais moldam o mundo natural que nos rodeia.
Madingley oferece aos governantes uma ferramenta para explorar os potenciais efeitos de suas decisões sobre o meio ambiente, em um computador, antes que as decisões sejam lançadas no mundo real. Com ele, é possível ver os efeitos das ações humanas (tais como a perda de habitat ou a introdução de espécies invasoras no ecossistema), além dos serviços que o ecossistema pode oferecer (polinização, fonte de água potável, etc.).
“Madingley é uma nova tecnologia que oferece à comunidade científica e aos líderes mundiais uma ferramenta vital para prever como formas de desenvolvimento não sustentável podem afetar o mundo natural”, explicou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.
Para conhecer mais sobre a ferramenta, acesse seu site oficial (em inglês). Lá, também é possível se aventurar e baixar o programa para testá-lo.
fonte: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/37-tecnologia-a-favor/2300-plataforma-eletronica-simula-funcionamento-de-ecossistemas-para-aferir-beneficios-e-impactos.html

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Relatório do 1º encontro da REDE de sistemas orgânicos de Produção Animal do DF

Objetivo: Levantamento de demandas para resolução dos entraves para o desenvolvimento de sistemas orgânicos de produção animal e/ou integrados.

Data da realização: 30 de abril de 2013, Local: Auditório da Emater-DF.

Participantes: Alberto Tavares – CLDF, Aline M. C. Racanicci – UnB, Ana Paula Alves da Silva - Tec. Balde Cheio, Anna Catarina V. Valle – Malunga, Antonio de A. Nobre Jr - Produtor/UnB, Carlos Gilberto Caetano – Produtor, Claudimir R. Sanches - SFA-DF, Clemente Riquelme - Produtor – Aves, Edson Garcia Cytrangulo - Emater-DF, Élcio F. Ministério – Produtor, Eliana Soares Rodrigues – Produtora, Florence Marie Berthier - Emater-DF, João Paulo G. Soares – Embrapa, Joe Valle - CLDF/ Malunga, José Roberto Oliveira - Emater-DF, Júlia Eumira G. N. Perini – IFB, Lúcio de Queiroz Passos – SEAGRI, Luiz Carlos B. Ferreira - Emater-DF, Marcelo I. Cores – Veterinário, Marcelo Piccin - Emater-DF, Maria C. Bustamante - COAGRE/MAPA, Mario Tupiguá – SEAGRI, Massae Watanabe -  Mercado Orgânico, Moacyr Pereira Lima – Sindiorgânicos, Natal Gomes da Silva - Emater-DF, Norma C. G. Sesana – Produtora,  Roberto G. Carneiro - Emater-DF, Sergio Dias Orsi - Emater-DF, Suzane Durães – CLDF, Tiago Castro de Castro Jr - Emater-DF e Virginia Mendes C. Lira - COAGRE/MAPA.

Introdução

A produção animal orgânica gera alimentos mais saudáveis para a população e tem princípios que colaboram para a preservação ambiental e justiça social. Porém, para que ela se torne uma realidade precisa ser viável técnica e economicamente. Os números hoje nos mostram que a quantidade de produtores orgânicos é muito pequena e que praticamente não existem produtos de origem animal nas feiras e mercados.
Várias são as causas deste panorama e precisamos tomar uma atitude para mudar está realidade. Portanto, por meio de uma rede de pessoas interessadas, podemos discutir os entraves e catalisar as potencialidades da produção orgânica. A rede, por meio do intercambio de informações pode gerar ações que, de maneira prática, viabilize o ensino, a pesquisa e a difusão de tecnologias de forma mais rápida, organizada e eficaz.
Os resultados gerados por estas ações poderão ser usados por toda a pecuária, mesmo que não orgânica, e todos poderão obter benefícios. Pois a eficiência no uso dos recursos é importante para todo e qualquer sistema de produção. É essencial para a sociedade produzirmos alimentos (e outros produtos animais) com bom desempenho ambiental, justiça social e viabilidade econômica. 

A reunião
            A coordenação foi feita pelos técnicos da Emater-DF: Luiz Carlos Britto Ferreira, Roberto Guimarães Carneiro e Sérgio Dias Orsi. Após apresentados os objetivos da reunião, uma breve exposição do “estado da arte” da Produção Animal Orgânica no DF e os diagnósticos/ações anteriores já realizados, foi levantado junto aos participantes, por meio da metodologia “tempestade de ideias”, os pontos críticos, dificuldades e demandas em geral.

Sistematização
            A coordenação anotou todas as falas dos participantes e as organizou classificando-as por dimensões, sendo elas: humano social, Ecológica Ambiental, Tecnológica, Econômica, Institucional, Política e Legal.
            Esta classificação foi feita para facilitar os encaminhamentos das ações a serem tomadas, pois casa ator pode se visualizar melhor no sistema e atuar no processo pontualmente, porém, pensando sistemicamente (agir local, pensar global).  A colheita é comum, mas o capinar é sozinho (Guimarães Rosa).


Apresentação das demandas dos participantes por dimensões

Humano social
As instituições, tanto públicas, quanto privadas, devem ter planejamento de curto-média-longo prazo;
As organizações sociais (sindicato, associações e cooperativas) precisam profissionalizar a gestão, buscar parcerias efetivas entre elas e com as instituições públicas;
A criação uma rede na cadeia produtiva serviria como facilitador de todos os processos;
Foram citados entraves como: os custos operacionais da cooperativa são altos, Individualismo (falta de consciência cooperativista), falta de participação efetiva dos cooperados (“dificuldade de realizar”), faltam recursos para pagar por gestão profissional;
Os processos de internalização e operacionalização na prática são lentos (CAISPE – levou 8 anos para se consolidar).
Avaliação do preço justo de venda.

Ecológica ambiental
Promover a diversificação (ajuda diminui problemas sanitários);
Fazer análise de águas subterrâneas e outros possíveis contaminantes.

Tecnológica
Projeto de pesquisa (estruturação da Cadeia do leite) enviado para a FAP-DF ainda não foi avaliado – processo muito moroso;
Projeto de desenvolvimento da produção agroecologica da Embrapa tem dez anos de pesquisa, tem um portfólio com todas as pesquisas que precisa de divulgado;
Recursos do MDA – Mais Alimentos para a UPPO na Agrobrasília foi cortado em 2/3 do seu valor inicial;
Animar o processo buscando as pessoas que podem ser parceiras na solução dos problemas;
Criar uma rede na cadeia produtiva;
Pesquisar e validar alternativas de: seleção genética, controle de endo-ectoparasitos, produção de grãos, fornecimento de nitrogênio (adubação verde), controle de invasoras, equipamentos e processos do uso eficiente dos insumos (uniformização na distribuição do composto, etc.), banco de proteínas, nutrição animal (núcleos, raçoes alternativas balanceadas, fatores anti-nutricionais da soja, etc.), homeopatia, prevenção e combate a doenças infecciosas, soluções práticas de bem-estar animal; redesenho dos agroecossistemas (Integração animal x vegetal), mecanização adaptada a realidade da produção orgânica, combate a formigas, entre outras;
Verticalização da produção - agregar valor;
Focar o debate na cadeia produtiva por produto;
Pesquisadores da Embrapa estão disponíveis para implantar unidades de produção orgânica de milho e soja. (O que limita são recursos financeiros para deslocamento);
Necessidade de se formar grupos para compras conjuntas;
Trabalhar (eventos, pesquisa, extensão) por cadeias produtivas;
Encontros periódicos nas propriedades rurais para troca de experiências, encaminhamentos de ações iniciais, ações que serão realizadas em curto, médio e longo prazo;
Desafio por gestão de diversos processos (complexidade da gestão);
Sincronização entre oferta e demanda (tem produto e não tem mercado);
Equacionar: preço, logística, canais de comercialização, escala, regularidade.
São feitos diagnósticos, mas não tem encaminhamentos efetivos (qual o método de trabalho que vaio trazer mais resultados);
Econômica
Verticalização da produção - agregar valor;
Rentabilidade (buscar eficiência no sistema de produção);
Sincronização entre oferta e demanda (tem produto e não tem mercado); 
Equacionar: preço, logística, canais de comercialização, escala, regularidade;
Dificuldade para conseguir esterco (matéria orgânica);
Atores do processo não dependem da atividade;
Qual o tamanho do empreendimento (escala?);
Encontrar equilíbrio entre o preço justo e de mercado;
Custos operacionais da cooperativa são altos;
Estratégia comercial da venda de aves (vivo ou abatido);
Tem que promover o produto orgânico (clareza quanto ao preço para os consumidores);
Estudo de mercado DF e Entorno (Quantidade, qualidade e em que preço o consumidor esta disposto a comprar, Onde está a demanda?);
SEBRAE - promover rodadas de negócio aproximando agricultores e compradores;
Esclarecer melhor o consumidor dos processos diferentes de produção e informar a sociedade dos ganhos em longo prazo (esta responsabilidade é do estado?).
Institucional
ATER voltada para massificação para agroecologia;
Melhorar a eficiência no uso dos recursos públicos - EMBRAPA;
Ser multiplicadores de processos pela proximidade do poder;
Submissão na Embrapa muito difícil, apesar dos avanços no geral como o marco referencial em Agroecologia.
Portfólio de tecnologias reúne projetos de todos os “macroprogramas - Embrapa”;
Transferência de tecnologia – Implantação de unidades de experimentação na propriedade dos agricultores;
Ter foco nos encaminhamentos;
Crédito – morosidade;
Dificuldade em implementar processos complexos nas instituições;
Diagnósticos sem resultados práticos no futuro.
Viabilizar os recursos colocados no orçamento da Emater-DF (melhorar a eficiência no uso destes recursos);
Aplicação de recursos de emenda parlamentar para montagem de unidades demonstrativas;
Morosidade nos trâmites processuais nas instituições públicas (normas para feiras orgânicas – não saiu);
Estratégia comercial – projeto para frango vivo nas feiras (ver se não há restrições nas leis da defesa agropecuária);
Cuidados na comercialização para separar ovo orgânico do não orgânico;
SEBRAE - promover rodadas de negócio aproximando agricultores e compradores;
Política
Legislação federal muito restritiva;
Incoerência – o produtor orgânico que tem que se proteger da contaminação dos transgênicos e não estes tem que evitar que a contaminação se espalhe;
ATER voltada para massificação para agroecologia;
Melhorar a eficiência no uso das emendas parlamentares;
Processo de massificação com inclusão de assentados da reforma agrária;
Utilizar recurso colocado no orçamento da Emater-DF;
Aplicação de recursos de emenda parlamentar para montagem de unidades demonstrativas;
Aumentar eficiência da Emater no uso dos recursos;
Lei de incentivo a Agroecologia – ainda não foi promulgada.
Legal
 Legislação federal muito restritiva;
Incoerência – o produtor orgânico que tem que se proteger da contaminação dos transgênicos e não estes tem que evitar que a contaminação se espalhe;
Melhorar a eficiência no uso dos recursos públicos - EMBRAPA;
Melhora a eficiência no uso das emendas parlamentares;
Certificação da produção de ovos e frango (dificuldades para atender a legislação);
Restrição na legislação está dificultando o processo de desenvolvimento da produção orgânica;
Lei de incentivo a Agroecologia – ainda não foi promulgada;
Certificação da produção de ovos e frango (dificuldades para atender a legislação);
Paradigmas institucionais (de normatização) dever ser superados.
Estratégia comercial – projeto para frango vivo nas feiras (ver se não há restrições nas leis da defesa agropecuária).

1.   Considerações Finais

As demandas foram levantadas e classificadas, agora cabe a cada um dos participantes da rede, fazer sua análise e refletir sobre seu papel neste sistema.
O próximo passo seria fazermos uma reunião para uma análise coletiva. A partir desta analise coletiva já proporíamos os encaminhamentos necessários para organizarmos melhor as ações (já que elas existem) para buscarmos maior eficácia.
Coloco-me a disposição para coordenar os encontros e as ações discutidas na REDE, o blog “Pecuária Ecológica” link: http://pececo.blogspot.com.br/  para divulgação de trabalhos, eventos e afins.
Espero a contribuição de todos em prol de uma Pecuária mais sustentável e rentável para o Criador, podendo levar assim, uma alimentação mais segura e saudável aos consumidores.


Luiz Carlos Britto Ferreira
Médico Veterinário
Extensionista Rural da Emater-DF
  
Brasília-DF, 2013