EFEITO DE DIFERENTES TEMPOS DE REPOUSO SOBRE A PARTE AÉREA, SISTEMA RADICULAR E COMPORTAMENTO DE PASTOREIO DE VACAS LEITEIRAS EM UMA PASTAGEM POLIFÍTICA.
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de diferentes tempos de
repouso na produção de matéria seca (MS) da parte aérea e do sistema
radicular, na qualidade da forragem (Proteína Bruta - PB, Fibra em
Detergente Neutro - FDN e Fibra em Detergente Ácido - FDA), na
composição botânica e no comportamento de pastoreio de vacas leiteiras
em uma pastagem polifítica. Para isso conduziu-se um experimento a
campo no município de Pinhais, PR. Utilizando-se de blocos
completamente casualizados com seis repetições, o experimento avaliou
três tratamentos (três tempos de repouso): 21 dias (T21), 42 dias (T42) e
repouso variável (TV) seguindo os princípios do Pastoreio Racional
Voisin (PRV). O trabalho foi dividido em dois experimentos. No
experimento 1, estudou-se a produção de MS da parte áerea e do sistema
radicular, a qualidade da forragem e a composição botânica da
pastagem. Na produção de MS de raízes, em kg/ha, houve efeito de
tratamento na profundidade de 0-5 cm, onde o T21 produziu uma menor
quantidade de raízes que o TV em duas épocas avaliadas, ao passo que
o T42 em apenas uma época. O repouso muito curto da pastagem (T21)
prejudica o sistema radicular o que pode comprometer a perenidade do
pasto a longo prazo. A composição botânica variou em função dos
tratamentos para uma mesma época, onde, ao final do experimento, as
gramíneas de verão foram favorecidas pelo repouso mais curto (T21).
Não houve diferença na produção total de MS da parte aérea ao final do
experimento. No experimento 2, avaliou-se o comportamento de
pastoreio das vacas frente aos três tratamentos e verificou-se que
diferentes tempos de repouso interferem no comportamento de
pastoreio, modificando o tempo de pastoreio e a taxa de bocadas.. O
tempo de repouso muito longo (T42) aumenta o tempo de pastoreio
diminuindo a taxa de bocadas por fornecer uma forragem de menor
qualidade nutritiva. O repouso variável foi o tratamento que não
comprometeu o sistema radicular ao mesmo tempo que possibilitou
uma boa coleta de pasto pelos animais.
Autor: CICERO TEÓFILO BERTON - M.Sc Eng Agronômo
para ver o texto completo acessar: http://www.tede.ufsc.br/teses/PAGR0237-D.pdf
"A vida não se apossa do globo pelo combate, mas sim, pela formação de redes." (Margulis & Sagan)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Respostas fisiológicas e comportamentais de bovinos submetidos a diferentes ofertas de sombra
Resumo da dissertação
O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes disponibilidades de sombra na resposta fisiológica e comportamental de bovinos em pastagens, assim como a distribuição espacial desses animais e de suas fezes nas pastagens. Quatro grupos de três vacas em lactação, mestiças (83% taurino x 17% zebuíno), passaram pelos tratamentos sem sombra – “sol”, sombra única artificial (1,3m2/vaca) – “única”, sombra em bosque (174 m2 de sombra) – “bosque”, e sombra de árvores dispersas (240 árvores/ha) – “dispersa”, num quadrado-latino (4x4), com períodos de três dias. Os piquetes foram subdivididos virtualmente em 24 quadrantes, para a análise da distribuição espacial das vacas e das fezes. O comportamento das vacas foi observado instantaneamente a cada 10 minutos, entre as ordenhas. A contagem dos bolos fecais era feita no dia seguinte a desocupação do piquete. As variáveis pastando, ruminando, na sombra, deitada, outros comportamentos, produção de leite, consumo de água, temperatura retal e freqüência respiratória foram analisadas pela variância, com as diferenças estatísticas obtidas pelo teste de Duncan. A distribuição espacial das vacas e das fezes, foi analisada pelo teste do qui-quadrado (tabelas de contingência). O tempo pastando foi maior no “bosque” e “dispersa”, do que em “sol” e “única” (P<0,03). O tempo ruminando foi menor no “sol” do que nos demais tratamentos (P<0,01). O tempo em outros comportamentos foi maior no “sol”, intermediário no “única” e menor em “dispersa” e “bosque” (P<0,01). O tempo de uso da sombra foi maior no “bosque” e “dispersa”, intermediário no “única” e menor no “sol” (P<0,01). O menor tempo deitada foi observado no tratamento “sol” (P<0,01). Na produção de leite não houve diferença entre os tratamentos (P=0,30). O consumo diário médio de água foi maior no “bosque” e “dispersa”, intermediário no “única” e menor no “sol” (P<0,01). As diferenças das temperaturas retais vespertinas e matutinas foram maiores (P<0,01) no “sol” e “única” do que no “bosque” e “dispersa” e na freqüência respiratória essas diferenças foram maiores (P<0,01) no “sol”, intermediária no “única”, e menores no “bosque” e “dispersa”. As freqüências observadas na distribuição espacial das vacas e das fezes foram diferentes das esperadas (p<0,01) e heterogêneas para todos os tratamentos, exceto na dispersão das fezes no “dispersa”, que foi homogênea. Conclui-se que a presença de sombra abundante na pastagem (em bosque ou dispersa) evita o estresse calórico, indicando melhor bem-estar de vacas leiteiras criadas a pasto no centro-oeste do Brasil. A sombra dispersa também proporcionou homogeneidade na distribuição das fezes. A sombra única foi insuficiente para o efetivo bem-estar dos animais, indicado pelas variáveis fisiológicas e comportamentais avaliadas nesse estudo.
link para o texto completo:
http://www.emater.df.gov.br/sites/200/229/00002293.pdf
ou
http://www.tede.ufsc.br/teses/PAGR0239-D.pdf
O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de diferentes disponibilidades de sombra na resposta fisiológica e comportamental de bovinos em pastagens, assim como a distribuição espacial desses animais e de suas fezes nas pastagens. Quatro grupos de três vacas em lactação, mestiças (83% taurino x 17% zebuíno), passaram pelos tratamentos sem sombra – “sol”, sombra única artificial (1,3m2/vaca) – “única”, sombra em bosque (174 m2 de sombra) – “bosque”, e sombra de árvores dispersas (240 árvores/ha) – “dispersa”, num quadrado-latino (4x4), com períodos de três dias. Os piquetes foram subdivididos virtualmente em 24 quadrantes, para a análise da distribuição espacial das vacas e das fezes. O comportamento das vacas foi observado instantaneamente a cada 10 minutos, entre as ordenhas. A contagem dos bolos fecais era feita no dia seguinte a desocupação do piquete. As variáveis pastando, ruminando, na sombra, deitada, outros comportamentos, produção de leite, consumo de água, temperatura retal e freqüência respiratória foram analisadas pela variância, com as diferenças estatísticas obtidas pelo teste de Duncan. A distribuição espacial das vacas e das fezes, foi analisada pelo teste do qui-quadrado (tabelas de contingência). O tempo pastando foi maior no “bosque” e “dispersa”, do que em “sol” e “única” (P<0,03). O tempo ruminando foi menor no “sol” do que nos demais tratamentos (P<0,01). O tempo em outros comportamentos foi maior no “sol”, intermediário no “única” e menor em “dispersa” e “bosque” (P<0,01). O tempo de uso da sombra foi maior no “bosque” e “dispersa”, intermediário no “única” e menor no “sol” (P<0,01). O menor tempo deitada foi observado no tratamento “sol” (P<0,01). Na produção de leite não houve diferença entre os tratamentos (P=0,30). O consumo diário médio de água foi maior no “bosque” e “dispersa”, intermediário no “única” e menor no “sol” (P<0,01). As diferenças das temperaturas retais vespertinas e matutinas foram maiores (P<0,01) no “sol” e “única” do que no “bosque” e “dispersa” e na freqüência respiratória essas diferenças foram maiores (P<0,01) no “sol”, intermediária no “única”, e menores no “bosque” e “dispersa”. As freqüências observadas na distribuição espacial das vacas e das fezes foram diferentes das esperadas (p<0,01) e heterogêneas para todos os tratamentos, exceto na dispersão das fezes no “dispersa”, que foi homogênea. Conclui-se que a presença de sombra abundante na pastagem (em bosque ou dispersa) evita o estresse calórico, indicando melhor bem-estar de vacas leiteiras criadas a pasto no centro-oeste do Brasil. A sombra dispersa também proporcionou homogeneidade na distribuição das fezes. A sombra única foi insuficiente para o efetivo bem-estar dos animais, indicado pelas variáveis fisiológicas e comportamentais avaliadas nesse estudo.
link para o texto completo:
http://www.emater.df.gov.br/sites/200/229/00002293.pdf
ou
http://www.tede.ufsc.br/teses/PAGR0239-D.pdf
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Queijo Minas - História.
O queijo é um dos alimentos processados com registros mais antigos na história da humanidade. Sua fabricação remonta ao ano 10.000 a.C., época da domesticação de cabras e ovelhas pelos pastores egípcios, um dos primeiros povos que utilizaram o leite e o queijo como fontes importantes de alimentação.
A receita do produto teria surgido a partir da observação do processo natural de coagulação do leite em que a massa foi separada do soro e moldada, com o que se obteve um alimento simples e nutritivo. Séculos depois, com a domesticação do gado bovino, o processo evoluiu e se transformou no queijo de leite de vaca.
Na Antigüidade Grécia e Roma testemunharam o processo produtivo do queijo. Mas foi especialmente em Roma que se pode colher elementos que ajudaram a explicar a origem da fabricação do queijo que ainda persiste nos dias atuais, justificando-se o emprego da palavra queijo, CASEUS, do latim.
Segundo registro de Columella, em tratado sobre a lavoura, escrito em 60 - 65 d.C., a produção do queijo fresco em Roma era feita a partir da coagulação obtida pela adição do "coagulum", coalho extraído do quarto estômago de um cordeiro ou cabrito. O leite coagulado era espremido para a retirada do soro e depois salpicado com sal e deixado endurecer ao sol. Atribui-se, então, a Roma a consolidação da fabricação do queijo segundo normas de qualidade e técnica de produção, o que garantiu ao produto o status de alimento nobre, conhecido em todo Império Romano. Após a queda do Império Romano, com as invasões que devastaram todo o continente, milenares receitas e técnicas de fabricação do queijo foram esquecidas. Apenas em longínquos mosteiros ficaram preservados alguns dos métodos mais antigos de produção. Nesse particular, observa-se a força da Igreja na Idade Média, com influência na economia da Europa Ocidental.
No Brasil, a técnica de produção do queijo foi introduzida pelos colonizadores portugueses, logo nos primeiros anos da Colônia. O leite proveniente do gado bovino trazido para cá, também nesta época, além de alimento foi utilizado para a fabricação do queijo tipicamente artesanal, a partir da receita portuguesa da Serra da Estrela.
Na segunda metade do século XVIII, os exploradores de ouro partiram para as regiões das minas no Brasil Central, levando a prática da elaboração artesanal do queijo para as fazendas, desenvolvendo, sobretudo, o chamado Queijo Minas.
O Queijo Minas desenvolveu-se, então, baseado na técnica portuguesa da Serra da Estrela, com a variação no que diz respeito ao coagulante. O queijo da Serra da Estrela era fabricado com a aplicação de extrato de flores e brotos de cardo (planta de flores amarelas, folhas acinzentadas com espinhos e caule ereto revestido de pelos) e o Minas era preparado mediante aplicação de coagulante desenvolvido a partir do estômago seco e salgado de bezerro ou cabrito.
Na região do Serro, o queijo chegou pela trilha do ouro, na bagagem do explorador do minério. Mas só no momento após a decadência da mineração e depois do ciclo rural mais promissor, o da cana-de-açúcar, é que o queijo se estruturou como elemento de alavancagem da economia. A fama desse queijo permanecia latente entre os habitantes deste município e os das cidades vizinhas, principalmente Diamantina, para onde era exportado em lombo de burro e acondicionado às dúzias em jacás de taquara ou em bruacas de couro cru, conduzido pelos tropeiros.
Somente na década de 30 é que a fama do Queijo do Serro se consolidou com a abertura da estrada de rodagem Serro-Belo Horizonte, via Conceição do Mato Dentro, quando se formaram timidamente as empresas exportadoras do famoso produto.
Posteriormente avançou pelo Sertão (cerrado mineiro) e chegou as Serras da Canastra e do Salitre. Hoje o Queijo Minas è tombado pelo patrimônio histórico e reconhecido pela legislação sanitária (o único queijo brasileiro que pode ser fabricado sem pasteurização), pela qual foi tolerado¹ durantes décadas, devido a sua importância social e econômica.
A fabricação do queijo teve como inspirações: aumentar a conservação do leite para obtenção de um produto mais durável de paladar típico, saboroso e atrativo, no qual se concentram os principais componentes nutritivos da matéria-prima e o aproveitamento do leite produzido nas fazendas com um produto de volume reduzido, com maior rentabilidade em relação ao in natura, em determinadas épocas do ano.
O Queijo Minas está intimamente ligado à cultura mineira, além do seu consumo solteiro ou acompanhado de um café amigo feito na hora ou da também tradicional Cachaça de Minas, participa de várias receitas da culinária mineira, tais como: Pão-de-Queijo, Romeu & Julieta ou Cargueirinho (servido com goiabada ou bananada), Pamonha de milho, etc.
1. A Legislação Sanitária no Brasil feita para atender as necessidades das Exportações, principalmente no período pós 2ª guerra mundial, exige para a fabricação do queijo a pasteurização do Leite. Incompatível com a tecnologia de produção do Queijo Minas. Atualmente, em Minas Gerais, existe uma legislação especícica para a fabricação do "queijo minas".
A receita do produto teria surgido a partir da observação do processo natural de coagulação do leite em que a massa foi separada do soro e moldada, com o que se obteve um alimento simples e nutritivo. Séculos depois, com a domesticação do gado bovino, o processo evoluiu e se transformou no queijo de leite de vaca.
Na Antigüidade Grécia e Roma testemunharam o processo produtivo do queijo. Mas foi especialmente em Roma que se pode colher elementos que ajudaram a explicar a origem da fabricação do queijo que ainda persiste nos dias atuais, justificando-se o emprego da palavra queijo, CASEUS, do latim.
Segundo registro de Columella, em tratado sobre a lavoura, escrito em 60 - 65 d.C., a produção do queijo fresco em Roma era feita a partir da coagulação obtida pela adição do "coagulum", coalho extraído do quarto estômago de um cordeiro ou cabrito. O leite coagulado era espremido para a retirada do soro e depois salpicado com sal e deixado endurecer ao sol. Atribui-se, então, a Roma a consolidação da fabricação do queijo segundo normas de qualidade e técnica de produção, o que garantiu ao produto o status de alimento nobre, conhecido em todo Império Romano. Após a queda do Império Romano, com as invasões que devastaram todo o continente, milenares receitas e técnicas de fabricação do queijo foram esquecidas. Apenas em longínquos mosteiros ficaram preservados alguns dos métodos mais antigos de produção. Nesse particular, observa-se a força da Igreja na Idade Média, com influência na economia da Europa Ocidental.
No Brasil, a técnica de produção do queijo foi introduzida pelos colonizadores portugueses, logo nos primeiros anos da Colônia. O leite proveniente do gado bovino trazido para cá, também nesta época, além de alimento foi utilizado para a fabricação do queijo tipicamente artesanal, a partir da receita portuguesa da Serra da Estrela.
Na segunda metade do século XVIII, os exploradores de ouro partiram para as regiões das minas no Brasil Central, levando a prática da elaboração artesanal do queijo para as fazendas, desenvolvendo, sobretudo, o chamado Queijo Minas.
O Queijo Minas desenvolveu-se, então, baseado na técnica portuguesa da Serra da Estrela, com a variação no que diz respeito ao coagulante. O queijo da Serra da Estrela era fabricado com a aplicação de extrato de flores e brotos de cardo (planta de flores amarelas, folhas acinzentadas com espinhos e caule ereto revestido de pelos) e o Minas era preparado mediante aplicação de coagulante desenvolvido a partir do estômago seco e salgado de bezerro ou cabrito.
Na região do Serro, o queijo chegou pela trilha do ouro, na bagagem do explorador do minério. Mas só no momento após a decadência da mineração e depois do ciclo rural mais promissor, o da cana-de-açúcar, é que o queijo se estruturou como elemento de alavancagem da economia. A fama desse queijo permanecia latente entre os habitantes deste município e os das cidades vizinhas, principalmente Diamantina, para onde era exportado em lombo de burro e acondicionado às dúzias em jacás de taquara ou em bruacas de couro cru, conduzido pelos tropeiros.
Somente na década de 30 é que a fama do Queijo do Serro se consolidou com a abertura da estrada de rodagem Serro-Belo Horizonte, via Conceição do Mato Dentro, quando se formaram timidamente as empresas exportadoras do famoso produto.
Posteriormente avançou pelo Sertão (cerrado mineiro) e chegou as Serras da Canastra e do Salitre. Hoje o Queijo Minas è tombado pelo patrimônio histórico e reconhecido pela legislação sanitária (o único queijo brasileiro que pode ser fabricado sem pasteurização), pela qual foi tolerado¹ durantes décadas, devido a sua importância social e econômica.
A fabricação do queijo teve como inspirações: aumentar a conservação do leite para obtenção de um produto mais durável de paladar típico, saboroso e atrativo, no qual se concentram os principais componentes nutritivos da matéria-prima e o aproveitamento do leite produzido nas fazendas com um produto de volume reduzido, com maior rentabilidade em relação ao in natura, em determinadas épocas do ano.
O Queijo Minas está intimamente ligado à cultura mineira, além do seu consumo solteiro ou acompanhado de um café amigo feito na hora ou da também tradicional Cachaça de Minas, participa de várias receitas da culinária mineira, tais como: Pão-de-Queijo, Romeu & Julieta ou Cargueirinho (servido com goiabada ou bananada), Pamonha de milho, etc.
1. A Legislação Sanitária no Brasil feita para atender as necessidades das Exportações, principalmente no período pós 2ª guerra mundial, exige para a fabricação do queijo a pasteurização do Leite. Incompatível com a tecnologia de produção do Queijo Minas. Atualmente, em Minas Gerais, existe uma legislação especícica para a fabricação do "queijo minas".
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